reflexoes_2020

A Motivação dos Fariseus

Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Mateus 6:1.

Estamos no maior dos perigos quando recebemos louvor uns dos outros, quando nos unimos para exaltar-nos mutuamente. A grande preocupação dos fariseus era assegurar o louvor dos homens; e disse-lhes Cristo que era essa toda a recompensa que iriam acabar recebendo. Testemunhos para a Igreja, Vol. 5, 133.

Os fariseus procuravam distinção por meio de seu escrupuloso cerimonialismo, e pela ostentação de seu culto e suas caridades. Provavam o zelo que tinham pela religião tornando-a objeto de discussões. As disputas entre as seitas oponentes eram ruidosas e longas, e não raro se ouvia nas ruas o som de irritadas questões entre doutores da lei.

Em notável contraste com tudo isso estava a vida de Jesus. Nessa vida não se via nunca ruidosa discussão, nem ostentoso culto, nem atos que visassem a aplausos. A Ciência do Bom Viver, 32.

Os princípios nutridos pelos fariseus, porém, são os que formam os característicos da humanidade em todos os séculos. O espírito de farisaísmo é o espírito da natureza humana; e, quando o Salvador mostrou o contraste entre Seu próprio espírito e métodos e os dos rabis, Seu ensino se aplicava igualmente ao povo de todos os tempos.

Nos dias de Cristo os fariseus procuravam continuamente conseguir o favor do Céu a fim de obter honra e prosperidade mundanas, as quais consideravam como sendo a recompensa da virtude. Ostentavam ao mesmo tempo seus atos de caridade diante do povo com o intuito de atrair-lhes a atenção, e adquirir reputação de santidade.

Jesus lhes censurou a ostentação, dizendo que Deus não reconhece um serviço como esse, e que a lisonja e a admiração do povo, as quais tão ansiosamente buscavam, seriam a única recompensa que haviam de ter. O Maior Discurso de Cristo, 79-80.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 3 de janeiro de 2020.