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Estudo constata que período de faculdade faz com que 70% dos jovens cristãos abandonem a igreja

A faculdade funciona como um choque de realidade e um desafio de tentações para os jovens cristãos. Um levantamento recente apontou que 70% dos jovens que frequentam a igreja no Ensino Médio, abandona a fé em algum momento durante os anos de formação no Ensino Superior.

O estudo, feito pelo instituto Lifeway Research, constatou que posteriormente, já formados e com a vida encaminhada, aproximadamente dois terços dos que abandonam a fé durante a faculdade acabam se reconciliando.

Segundo informações da revista Christianity Today, a participação em uma comunidade de fé nos anos que antecedem a faculdade tem extrema importância, pois geralmente, os jovens vão abandonando a igreja conforme envelhecem: entre 16 e 17 anos, a queda na frequência é de 10%; entre 17 e 18 é de 14% e entre 18 e 19, a queda é de 13%.

Os pesquisadores constataram ainda que na maioria dos casos, os jovens não têm intenção de abandonar a igreja: 80% dos que saíram disseram que não tinham esses planos, mas diante do acesso a novas informações, passaram a discordar da educação teológica que receberam e verem a igreja como algo sem importância.

Quatro fatores foram apontados pelos entrevistados como determinantes para que permanecessem na igreja: A igreja me ajuda a tomar algumas decisões no dia a dia (antes dos 18 anos); Meus pais são casados e frequentam a igreja (antes dos 18 anos); As pregações do pastor são relevantes para a minha vida (antes dos 18 anos); e um adulto da igreja investe em mim pessoalmente e espiritualmente (entre 15 e 18 anos).

Muitos desses fatores, porém, perdem relevância quando os jovens saem de casa para irem estudar, e o resultado é que a maior parte deles abandona a igreja.


Fonte: https://noticias.gospelmais.com.br/estudo-faculdade-faz-jovens-abandonem-igreja-86337.html (Acesso em 13/11/2016 às 11:13)

Nota: Infelizmente, o que temos notado é que as universidades continuam sendo um instrumento muito eficaz nas mãos do inimigo.

A cerca de 500 anos atrás Martinho Lutero escreveu estas pungentes palavras: “Receio muito que as universidades se revelem grandes portas do inferno, a menos que diligentemente trabalhem para explicar as Santas Escrituras, e gravá-las no coração dos jovens. Não aconselho ninguém a pôr seu filho onde as Escrituras não reinem supremas. Toda instituição em que os homens não se achem incessantemente ocupados com a Palavra de Deus, tem de tornar-se corrupta.” – D’Aubigné. GC 140-141.

Ellen G. White também escreveu a mais de 100 anos sobre o mesmo tema, e deixou claro que: “Hoje em dia, os rapazes e moças levam anos a adquirir uma educação que é como madeira e palha, a serem consumidos na última e grande conflagração. A tal educação Deus não dá nenhum valor. Muitos estudantes deixam a escola incapazes de receber a Palavra de Deus com a reverência e o respeito que lhe rendiam antes de ali terem entrado. Sua fé foi eclipsada, no esforço de distinguir-se nos vários estudos”. CPPE 444.

“Sabemos que há muitas escolas que oferecem oportunidades para aquisição de conhecimentos em ciências, mas desejamos alguma coisa mais que isso. A ciência da verdadeira educação é a verdade, que deve ser tão profundamente gravada na alma que não se possa apagar pelo erro tão abundante em toda parte”. 6 TI 131.

Em anos mais recentes temos o vigoroso testemunho da autora alemã Etta Linnemann. Sua experiência de perda de fé à medida que avançava em sua formação acadêmica tinha tudo para ser trágica e irreversível, porém, a graça de Deus a alcançou e a capacitou a dar fortes advertências aos cristãos de hoje para que não sigam tal caminho destrutivo. De seu livro “Crítica Histórica da Bíblia”, citamos algumas passagens que merecem séria reflexão: “A universidade, como um fenômeno da cultura Ocidental, foi desde o princípio uma instituição pagã”. Pág. 23.

“No lugar da projetada “maturidade” da pessoa pensante, vemos a sociedade moderna apadrinhada pela tirania dos especialistas. Até mesmo nas áreas mais básicas permite-se que a vida da pessoa moderna “livre” seja ditada por especialistas, os quais, com base na sua perícia ou especialidade (que eles, em geral, não tem demonstrado ser válida em sua própria vida pessoal), tornam-se “autoridades”. No lugar de um Livro, cujo conteúdo é sabedoria de Deus, e pelo qual o homem moderno não quer ser instruído, temos os muitos livros mutuamente contraditórios que reivindicam validade para si mesmos com base de serem “científicos”. Pág. 35.

“Desde que a sociedade iluminista rejeitou a realidade da queda (Gn 3), juntamente com a resultante depravação humana e a necessidade de redenção, a humanidade tem tentado retratar o pensamento como se fosse uma capacidade neutra, objetiva e efetiva”. … “A pesquisa cristã, em contraste, se esforça para depender de Deus na seleção do objeto de estudo, nos meios adotados para o estudo e nos motivos para o estudo. Tenta confiar em Deus a cada passo. Tal pesquisa não pode “ser autônoma e desimpedidamente subjetiva; antes, tem de ter seu ponto de referência e confirmação direta ou indiretamente colocados na Escritura”. O mundo pode não concordar com essa confiança, mas pode partilhar dos frutos desse labor”. Págs. 42-44.

M. B.

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