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Folheto: Clamor da Meia-Noite

(1909)

A Mensageira do Senhor aguardando o Clamor: 9 TI 48, 155 [III TSM 310, 355].

O QUE FALTAVA AINDA SER ENTENDIDO POR TODOS OS QUE CREEM NA DOUTRINA DO SANTUÁRIO?

“O grande plano de redenção, conforme revelado na obra final para estes últimos dias, deve ser cuidadosamente estudado. As cenas relacionadas com o santuário celestial devem de tal modo impressionar o espírito e o coração de todos, que estes sejam capazes de impressionar também a outros. Todos precisam compreender melhor a obra da expiação que está sendo efetuada no santuário do Céu. Quando essa importante verdade for reconhecida e compreendida, os que a abraçaram trabalharão de acordo com Cristo, a fim de preparar um povo que esteja em pé no grande dia de Deus e seus esforços serão bem-sucedidos.

Pelo estudo, meditação e oração, o povo de Deus será elevado acima do nível das idéias e sentimentos comuns e terrenos, e posto em harmonia com Cristo e Sua grande obra de purificação no santuário celestial. Sua fé O seguirá até dentro do santuário, e Seus adoradores na Terra terão o cuidado de passar em revista a sua vida, aferindo o seu caráter pelo grande padrão de justiça. Descobrirão seus próprios defeitos e reconhecerão também que necessitam do auxílio do Espírito de Deus a fim de estar habilitados para a grande e solene obra do presente tempo, que Deus impôs aos Seus embaixadores”. 5 TI 575. [Também em II TSM 219-220].

Todos precisam compreender melhor a obra da expiação, principalmente a passagem para o caso dos vivos (obra final). Quando isso fosse compreendido, e reconhecida a importância, “um povo” seria preparado. Tendo o cuidado de passar em revista sua vida, estes procurariam descobrir seus próprios defeitos.

A VINDA COMO LADRÃO

Tanto nos Evangelhos (Mateus 24:42-44; Marcos 13:13; Lucas 12:39-40), como em Apocalipse 3:3, encontramos relatos sobre a vinda de Jesus comparada, tal como, a vinda de um ladrão em que não se sabe a hora em que vem. O Espírito de Profecia também nos orienta sobre o mesmo assunto, conforme texto a seguir:

“Solenes são as cenas ligadas à obra final da expiação. Momentosos, os interesses nela envolvidos. O juízo ora se realiza no santuário celestial. Há muitos anos esta obra está em andamento. Breve, ninguém sabe quão breve, passará ela aos casos dos vivos. Na augusta presença de Deus nossa vida deve passar por exame. Atualmente, mais do que em qualquer outro tempo, importa a toda alma atender à admoestação do Salvador: “Vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.” Mar. 13:33. “Se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” Apoc. 3:3. […]

Os justos e os ímpios estarão ainda a viver sobre a Terra em seu estado mortal: estarão os homens a plantar e a construir, comendo e bebendo, todos inconscientes de que a decisão final, irrevogável, foi pronunciada no santuário celestial. Antes do dilúvio, depois que Noé entrou na arca, Deus o encerrou ali, e excluiu os ímpios; mas, durante sete dias, o povo, não sabendo que seu destino se achava determinado, continuou em sua vida de descuido e de amor aos prazeres, zombando das advertências sobre o juízo iminente. “Assim”, diz o Salvador, “será também a vinda do Filho do homem.” Mat. 24:39. Silenciosamente, despercebida como o ladrão à meia-noite, virá a hora decisiva que determina o destino de cada homem, sendo retraída para sempre a oferta de misericórdia ao homem culpado.

“Vigiai, pois, … para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.” Mar. 13:35 e 36. Perigosa é a condição dos que, cansando-se de vigiar, volvem às atrações do mundo. Enquanto o homem de negócios está absorto em busca de lucros, enquanto o amante dos prazeres procura satisfazer aos mesmos, enquanto a escrava da moda está a arranjar os seus adornos – pode ser que naquela hora o Juiz de toda a Terra pronuncie a sentença: “Pesado foste na balança, e foste achado em falta.” Dan. 5:27”. GC 490-491.

Portanto, aqui não se refere à vinda em glória, pois, na vinda em glória, não será decidido o caso de ninguém. Quando Ele vier em glória, “O galardão estará com Ele para dar a cada um segundo a sua obra” (Apocalipse 22:12). Na vinda em glória Ele “vem com as nuvens, e todo olho o verá” (Apocalipse 1:7), diferentemente do que é dito sobre esta vinda silenciosa e despercebida como ladrão. Nesta vinda, não é dito que Cristo virá na Terra, mas, “a ti” — ao caso dos vivos no Santuário Celestial. Apocalipse 3:3 nos diz: “virei a ti como um ladrão”. E o texto anterior nos adverte que: “Breve, ninguém sabe quão breve, passará ela aos casos dos vivos. Na augusta presença de Deus nossa vida deve passar por exame”.

O Espírito de Profecia declara claramente que a obra final no santuário é a do Juízo Investigativo:

“Previamente às bodas vem o rei para ver os convidados (Mat. 22:11), a fim de verificar se todos têm trajes nupciais, vestes imaculadas do caráter lavadas e embranquecidas no sangue do Cordeiro (Apoc. 7:14). O que é encontrado em falta, é lançado fora, mas todos os que, sendo examinados, se verificar terem vestes nupciais, são aceitos por Deus e considerados dignos de participar de Seu reino e assentar-se em Seu trono. Esta obra de exame do caráter, para determinar quem está preparado para o reino de Deus, é a do juízo de investigação, obra final do santuário do Céu”. GC 428.

COMO SERÃO ENCONTRADOS OS QUE NEGLIGENCIAREM A PREPARAÇÃO NECESSÁRIA?

“Estamos esperando e vigiando pelo retorno do Mestre, que deverá trazer o amanhecer, a menos que vindo repentinamente nos encontre dormindo. A que tempo isso se refere? Não à manifestação de Cristo nas nuvens do céu para encontrar um povo adormecido. Não; mas ao Seu retorno após haver ministrado no lugar santíssimo do santuário celestial, quando Ele retira Seu traje sacerdotal, e cobre-Se com vestimentas de vingança”. 2 TI 190.

“Esse tempo finalmente virá de repente sobre todos, e os que não purificarem a mente pela obediência à verdade, serão encontrados dormindo. Eles ficaram cansados de esperar e vigiar; ficaram indiferentes no que se refere à volta de seu Mestre. Não desejaram Seu aparecimento, e pensaram que não havia necessidade de contínua e perseverante vigilância”. 2 TI 191.

NO CLAMOR DA MEIA-NOITE SURGE UM GRUPO

NA 2ª. APLICAÇÃO A MANHÃ É ADIADA EM MISERICÓRDIA

“Um grupo me foi mostrado em contraste com o anteriormente descrito. Eles esperavam e vigiavam. Seus olhos estavam voltados para o céu, e estavam-lhes nos lábios as palavras de seu Mestre: “As coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai!” “Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.” Marcos 13:37, 35, 36. O Senhor indica que haveria uma demora antes de raiar finalmente a manhã. Mas não queria que eles dessem lugar ao enfado, nem atenuassem sua diligente vigilância, pelo fato de a manhã não despontar para eles tão cedo como esperavam. Os expectantes me foram representados como olhando para cima. Encorajavam-se uns aos outros repetindo as palavras: “A primeira e a segunda vigílias são passadas. Estamos na terceira vigília, esperando e vigiando o retorno do Mestre. Agora resta um pequeno período de vigília.”. 2 TI 192.

“A longa noite de tristeza é aflitiva, mas a manhã é adiada em misericórdia, porque se o Mestre viesse, muitos seriam achados desprevenidos. A recusa de Deus em permitir que Seu povo pereça tem sido a razão de tão longa demora. Mas a chegada da manhã para os fiéis, e da noite para os infiéis, está às portas”. 2 TI 193. (Visão profética).

DIVISÃO E DESCRENÇA DEPOIS DE 22 DE OUTUBRO DE 1844

ISTO SE DÁ AGORA, MESMO DURANTE O CLAMOR

“[Satanás] sabia que os que se livravam da âncora podiam por ele ser afetados por diferentes erros e levados à roda por diversos ventos de doutrinas. Muitos que tinham sido líderes na primeira e na segunda mensagens, agora negavam-nas, e houve divisão e confusão no corpo da comunidade”. PE 257. (Depois de 22 de outubro de 1844).

“Muitos que haviam saído ao encontro do noivo, nas mensagens do primeiro e segundo anjos, recusaram a terceira, a última mensagem probante que deve ser dada ao mundo. Ora, uma experiência semelhante se verificará quando for feito o último chamado. Todos os detalhes desta parábola devem ser cuidadosamente estudados”. Review and Herald, 31 de outubro de 1899. (Profecias para nosso tempo).

“Todos precisamos estudar como nunca antes a parábola das dez virgens”. 4 CB 1179.

“Esta parábola foi e será cumprida ao pé da letra, pois tem uma aplicação especial para este tempo, e, como a mensagem do terceiro anjo, tem se cumprido e continuará a ser Verdade Presente até o fim do tempo”. Review and Herald, 19 de Agosto de 1890.

O PREPARO DE CARÁTER DEVE SER FEITO ANTES DA CRISE

“Não siga ninguém o exemplo das virgens imprudentes, pensando que será seguro esperar até que venha a crise, antes de obter um preparo do caráter suficiente para subsistir naquele tempo. Será demasiado tarde buscar a justiça de Cristo quando os hóspedes forem chamados e examinados. Agora é que é o tempo de nos revestirmos da justiça de Cristo – as vestes de bodas que vos habilitarão a participar da ceia das bodas do Cordeiro. Na parábola, as virgens imprudentes são representadas como suplicando azeite, sem que seu pedido seja atendido. Isto é simbólico dos que não se prepararam mediante o desenvolvimento do caráter, de modo a subsistir em tempo de crise”. MM, 1965, Para Conhecê-Lo, 350.

A PORTA DA GRAÇA SE FECHA PRIMEIRO PARA OS QUE NÃO QUISERAM ENTRAR, OU SEJA, O SELAMENTO OCORRE ANTES DA SACUDIDURA OU GRANDE CRISE – DECRETO DOMINICAL

“Tão logo o povo de Deus esteja selado e preparado para a sacudidura, ela virá”. 4 CB 1161. [Também em MM, 1977, Maranata – O Senhor Vem, 198].

“Aproxima-se o tempo da grande crise da história do mundo, em que cada ato do governo de Deus será observado com interesse intenso e apreensão indizível. Os juízos seguir-se-ão em sucessão rápida: incêndios, inundações e terremotos, com guerra e derramamento de sangue.

Oh! se o mundo ao menos conhecesse o tempo da sua visitação! Numerosos são ainda os que não ouviram acerca da verdade que deve prová-los neste tempo. O Espírito de Deus contende ainda com muitos. O tempo dos destruidores juízos divinos é o tempo de graça para os que não tiveram a oportunidade de conhecer a verdade. O Senhor para eles olhará com amor. Comove-se-lhe o coração compassivo; Seu braço está ainda estendido para salvar, ao passo que a porta já se fecha para os que não quiseram entrar”. 9 TI 97. [Também em III TSM 333]. (Selamento continua com os que não tiveram oportunidade).

O TEMPO DA GRAÇA VAI SE ESCOANDO RAPIDAMENTE

“É preciso não ficarmos por mais tempo no terreno encantado. Aproximamo-nos rapidamente do fim do nosso tempo de graça. Indague cada alma: Como estou eu perante Deus? Não sabemos quão breve nosso nome pode ser tomado nos lábios de Cristo, e nosso caso ser finalmente decidido. Quais, oh! quais serão essas decisões! Seremos nós contados entre os justos, ou numerados entre os ímpios?” I ME 125-126.

Abreviaturas:

TI – Testemunhos para a Igreja (9 Volumes)

GC – O Grande Conflito

PE – Primeiros Escritos

ME – Mensagens Escolhidas (3 Volumes)

CB – Comentário Bíblico (7 Volumes)

MM – Meditações Matinais (Ano)