reflexoes_2020

Os Dias Escuros

Exultai, ó céus, e alegra-te, ó terra, e vós, montes, estalai com júbilo,
porque o SENHOR consolou o seu povo, e dos seus aflitos se compadecerá. Isaías 49:13.

 

Para os que, nos dias escuros, julgam que Deus os esqueceu, eis a mensagem do coração do Pai: ”Sião diz: Já me desamparou o Senhor; o Senhor Se esqueceu de mim. Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, Eu, todavia, Me não esquecerei de ti. Eis que, na palma das Minhas mãos, te tenho gravado.” Isa. 49:14-16.

Toda promessa na Palavra de Deus nos fornece assunto de oração, apresentando a empenhada palavra de Jeová como nossa garantia. Seja qual for a bênção espiritual de que necessitemos, cabe-nos o privilégio de reclamá-la por meio de Jesus. Podemos dizer ao Senhor, com a singeleza de uma criança, justamente o que necessitamos. Podemos declarar-Lhe nossos negócios temporais, pedindo-Lhe pão e roupa da mesma maneira que o pão da vida e o vestido da justiça de Cristo. Vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas estas coisas, e sois convidados a pedir-Lhas. É mediante o nome de Jesus que se recebe todo favor. Deus honrará esse nome, e suprirá vossas necessidades dos tesouros de Sua liberalidade.

Não esqueçais, porém, que, ao vos chegardes a Deus como vosso Pai, reconheceis vossa relação de filho. Não somente confiais em Sua bondade, mas em tudo vos submeteis ao Seu querer, sabendo que Seu amor é imutável. Entregai-vos para fazer-Lhe o serviço. Foi àqueles a quem Jesus mandou que buscassem primeiro o reino de Deus e Sua justiça, que Ele deu a promessa: ”Pedi e recebereis.” João 16:24.

Os dons dAquele que tem todo poder no Céu e na Terra, estão reservados para os filhos de Deus. Dons tão preciosos que nos advêm por intermédio do precioso sacrifício do sangue do Redentor; dons que satisfarão os mais profundos anseios do coração; dons tão perduráveis como a eternidade, serão recebidos e desfrutados por todos os que se aproximarem de Deus como criancinhas. Tomai as promessas de Deus como vos pertencendo, alegai-as diante dEle como Suas próprias palavras, e recebereis a plenitude da alegria. O Maior Discurso de Cristo, 133-134.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 13 de novembro de 2020.

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Recebe, Encontra, Abre-lhe

Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.
Mateus 7:8.

 

Pedi, portanto; pedi, e recebereis. Pedi humildade, sabedoria, ânimo, maior proporção de fé. A toda oração sincera há de vir a resposta. Talvez não venha exatamente como desejais, ou ao tempo em que a esperais; mas virá pela maneira e na ocasião em que melhor há de satisfazer à vossa necessidade. Às orações que em particular dirigis, em cansaço, em provação, Deus responde, nem sempre segundo a vossa expectativa, mas sempre para o vosso bem. Obreiros Evangélicos, 258.

”Buscai.” Mat. 7:7. Não desejeis somente Suas bênçãos, mas a Ele próprio. ”Une-te, pois, a Ele, e tem paz.” Jó 22:21. Buscai, e encontrareis. Deus vos está buscando, e o próprio desejo que experimentais de a Ele vos achegar, não é senão a atração de Seu Espírito. Cedei a essa atração. Cristo está pleiteando a causa do tentado, do errante, dos destituídos de fé. Está buscando erguê-los ao nível de companheiros Seus. ”Se O buscares, será achado de ti.” I Crôn. 28:9.

”Batei.” Mat. 7:7. Vamos ter com Deus por um convite especial, e Ele nos espera para dar-nos as boas-vindas a Sua câmara de audiência. Os primeiros discípulos que seguiram a Jesus não ficaram satisfeitos com uma conversa rápida com Ele pelo caminho; disseram: ”Rabi, … onde moras? … Foram, e viram onde morava, e ficaram com Ele aquele dia.” João 1:38 e 39. Assim podemos ser admitidos na maior intimidade e comunhão com Deus. ”Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.” Sal. 91:1. Batam, aqueles que desejam as bênçãos de Deus, e esperem à porta da misericórdia com firme certeza, dizendo: Pois Tu, ó Senhor, disseste: ”Aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre.” Mat. 7:8. O Maior Discurso de Cristo, 131.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 23 de outubro de 2020.

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Promessa Três Vezes Dada

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Mateus 7:7.

 

A fim de não deixar margem alguma à incredulidade, à má compreensão ou a uma errônea interpretação de Suas palavras, o Senhor repete a promessa três vezes dada. Ele almeja que aqueles que buscam a Deus creiam nAquele que é capaz de fazer todas as coisas. Acrescenta, portanto: ”Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre.” Mat. 7:8.

O Senhor não especifica nenhuma condição a não ser que tenhais fome de Sua misericórdia, desejo de conselhos Seus, e aneleis o Seu nome. ”Pedi.” Mat. 7:7. O pedir manifesta o reconhecimento que tendes de vossa necessidade; e, se pedis com fé, recebereis. O Senhor empenhou Sua palavra, e esta não pode falhar. Se a Ele vos chegais com sincera contrição, não tendes que pensar ser presunção de vossa parte o pedir aquilo que o Senhor prometeu. Quando pedis as bênçãos de que necessitais a fim de aperfeiçoar um caráter segundo a imagem de Cristo, o Senhor vos garante que pedis em harmonia com uma promessa que se cumprirá. O fato de vos reconhecerdes pecador, é base suficiente para implorardes Sua compaixão e misericórdia.

A condição sob que vos deveis apresentar a Deus, não é que haveis de ser santos, mas que desejais que Ele vos limpe de todo pecado, e vos purifique de toda iniqüidade. O argumento que podemos alegar agora e sempre é nossa grande necessidade, nossa condição de completa impotência, o que O torna, a Ele e a Seu poder redentor, uma necessidade. O Maior Discurso de Cristo, 130-131.

Ao princípio do dia, não negligencieis, queridos jovens, o orar fervorosamente a Jesus, a fim de que vos comunique força e graça para resistir às tentações do inimigo sob qualquer forma que possam vir; e se orardes fervorosamente, com fé e contrição da alma, o Senhor vos ouvirá a oração. Mas deveis vigiar da mesma maneira que orar. Mensagens aos Jovens, 122-123.

Uma luta tem de ser travada contra cada mau traço de caráter; e então o crente poderá prevalecer-se da promessa: “Pedi, e dar-se-vos-á.” Mateus 7:7. Testemunhos para a Igreja, Vol. 6, 95.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 16 de outubro de 2020.

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Tirando a Trave

Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Mateus 7:5.

Aqueles que mais prontos estão para desculpar-se ou justificar-se no pecado, são muitas vezes os mais severos ao julgar e condenar os outros. Patriarcas e Profetas, 625.

Se Cristo está em vós, a ”esperança da glória” (Col. 1:27), não estareis dispostos a observar os outros, a expor-lhes os erros. Em lugar de procurar acusar e condenar, tereis como objetivo ajudar, beneficiar, salvar. Ao lidar com os que se encontram em erro, atendereis à recomendação: Olha ”por ti mesmo, para que não sejas também tentado”. Gál. 6:1. Procurareis lembrar as muitas vezes que tendes errado, e quão difícil vos foi achar o caminho certo uma vez que dele vos havíeis apartado. Não impelireis vosso irmão para mais densas trevas mas, coração cheio de piedade, falar-lhe-eis do perigo em que está.

Aquele que olha muitas vezes para a cruz do Calvário, lembrando-se de que seus pecados para ali levaram o Salvador, nunca buscará calcular a extensão de sua culpa em comparação com a de outros. Não se considerará como juiz para acusar a outros. Não haverá espírito de crítica ou exaltação do próprio eu por parte daqueles que andam à sombra da cruz do Calvário.

Enquanto não vos sentirdes dispostos a sacrificar o amor-próprio e mesmo dar a própria vida para salvar um irmão em erro, não tirastes a trave do próprio olho de maneira a estar preparados para ajudar a um irmão. Quando assim fizerdes, podeis aproximar-vos dele, e tocar-lhe o coração. Pessoa alguma já foi conquistada de um caminho errado por meio de censura e acusações; mas muitos têm sido afastados de Cristo, e levados a cerrar o coração contra a convicção da culpa. Um espírito brando, uma suave e cativante atitude, pode salvar o errado, e cobrir uma multidão de pecados. A revelação de Cristo em vosso caráter terá um poder transformador sobre todos com quem entrardes em contato. Seja Cristo diariamente manifestado em vós e Ele revelará por vosso intermédio a energia criadora de Sua palavra – uma delicada, persuasiva e todavia poderosa influência para regenerar outras almas segundo a beleza do Senhor nosso Deus. O Maior Discurso de Cristo, 128-129.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 2 de outubro de 2020.

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Não vos Ponhais como Norma

Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. Mateus 7:2.

 

O povo partilhava, em grande parte, do mesmo espírito [dos fariseus], penetrando nos domínios da consciência, e julgando-se uns aos outros em assuntos que diziam respeito à alma e Deus. Foi com referência a esse espírito e prática, que Jesus disse: ”Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mat. 7:1. Isto é, não vos ponhais como norma. Não façais de vossas opiniões, vossos pontos de vista quanto ao dever, vossas interpretações da Escritura, um critério para outros, condenando-os em vosso coração se não atingem vosso ideal. Não critiqueis a outros, conjeturando os seus motivos, e formando juízos. ”Nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações.” I Cor. 4:5. Não nos é possível ler o coração. Faltosos nós mesmos, não nos achamos capacitados para assentar-nos como juízes dos outros. Os homens finitos não podem julgar se não pelas aparências. Unicamente Àquele que conhece as ocultas fontes da ação, e que trata terna e compassivamente, pertence decidir o caso de cada alma.

“És inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.” Rom. 2:1. Portanto aqueles que condenam ou criticam a outros, proclamam-se eles próprios culpados; pois fazem a mesma coisa. Ao condenarem outros, estão sentenciando-se a si mesmos; e Deus declara justa esta sentença. Ele aceita o veredicto deles próprios contra si. O Maior Discurso de Cristo, 123-124.


Há pessoas precipitadas em seu desejo de reformar o que lhes parece não estar direito. […] Dizem, por suas ações: “Posso fazer grandes coisas. Sou capaz de levar a obra avante com êxito.” Tenho instruções para dizer aos que julgam que sabem tão bem evitar os erros: “Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mateus 7:1. Talvez possam evitar o erro em certos pontos, mas em outros, estão sujeitos a cometer sérios desatinos, bem difíceis de remediar, e que trariam confusão à obra. Esses erros seriam mais prejudiciais do que os que foram cometidos por seus irmãos.
Testemunhos para a Igreja, Vol. 7, 279.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 11 de setembro de 2020.

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Mesquinhos Espias e Juízes Egocêntricos

Não julgueis, para que não sejais julgados. Mateus 7:1.

 

Não vos julgueis melhores que outros homens, nem vos arvoreis em juízes seus. Uma vez que não vos é dado discernir os motivos, sois incapazes de julgar um ao outro. Ao criticá-lo, estais-vos sentenciando a vós mesmos; pois mostrais ter parte com Satanás, o acusador dos irmãos. O Senhor diz: ”Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” II Cor. 13:5. Eis nossa tarefa. O Desejado de Todas as Nações, 314.

 

O esforço de obter a salvação pelas próprias obras leva inevitavelmente os homens a amontoar exigências como uma barreira contra o pecado. Pois, vendo que falham no observar a lei, imaginam regras e regulamentos eles próprios, para se obrigarem a obedecer. Tudo isto desvia a mente, de Deus para si mesmos. Seu amor extingue-se-lhes no coração, e com ele perece o amor para com seus semelhantes. Um sistema de invenção humana, com suas múltiplas exigências, induz seus adeptos a julgar a todos quantos faltem à prescrita norma humana. A atmosfera de crítica egoísta e estreita, sufoca as nobres e generosas emoções, fazendo com que os homens se tornem egocêntricos juízes e mesquinhos espias.

Desta classe eram os fariseus. Saíam dos seus cultos religiosos, não humilhados com o senso da própria fraqueza, não agradecidos pelos grandes privilégios a eles concedidos por Deus. Saíam cheios de orgulho espiritual, e seu tema era: ”Eu mesmo, meus sentimentos, meus conhecimentos, meus caminhos.” Suas próprias realizações tornavam-se a norma pela qual julgavam os outros. Revestindo-se das vestes da própria dignidade, arrogavam-se a cadeira de juízes para criticar e condenar. O Maior Discurso de Cristo, 123.

 


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 4 de setembro de 2020.

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