reflexoes_2020

A Glória e Poder da Igreja

E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da
ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.
Atos 4:33.

 

Nos dias em que a glória do Cristo ressurgido resplandecia sobre ela, foi dito da igreja apostólica que ninguém dizia ”que coisa alguma do que possuía era sua própria”. Atos 4:32. ”Não havia, pois, entre eles necessitado algum.” Atos 4:34. ”E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” Atos 4:33. ”E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” Atos 2:46 e 47.

Rebuscai o céu e a Terra, e não existe aí, revelada, uma verdade mais poderosa do que aquela que se manifesta em obras de misericórdia aos que necessitam de nossa simpatia e auxílio. Esta é a verdade tal como se encontra em Jesus. Quando os que professam o nome de Cristo praticarem os princípios da regra áurea, o evangelho será apoiado pelo mesmo poder que o acompanhava na era apostólica. O Maior Discurso de Cristo, 137.

Não é somente o privilégio, mas o dever de todo cristão manter uma íntima união com Cristo e ter uma rica experiência nas coisas de Deus. Então sua vida será frutífera em boas obras. Disse Cristo: ”Nisto é glorificado Meu Pai: que deis muito fruto.” João 15:8. Quando lemos a vida de homens que foram eminentes por sua piedade, muitas vezes consideramos suas experiências e realizações como muito além de nosso alcance. Mas este não é o caso. Cristo morreu por todos; e é-nos assegurado em Sua Palavra que Ele está mais pronto a dar Seu Santo Espírito àqueles que Lho pedirem do que os pais terrenos a dar boas dádivas a seus filhos. Os profetas e apóstolos não aperfeiçoaram o caráter cristão por milagre. Eles usaram os meios colocados por Deus ao seu alcance; e todos os que fizerem o mesmo esforço hão de conseguir os mesmos resultados. Santificação, 83-84.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 25 de dezembro de 2020.

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Despertos para a Ação

Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte.
O SENHOR não deixa o justo passar fome, mas rechaça a aspiração dos perversos.
O que trabalha com mão displicente empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.
Provérbios 10:2-4.

 

Deus muitas vezes desperta alguém que livre os pobres de serem levados a situações que seriam perda para eles, mesmo que isto seja para seu prejuízo. Este é o dever do homem para com seu semelhante. Tirar vantagem da ignorância de uma pessoa porque ela não está apta a discernir as conseqüências de um determinado procedimento, não é correto. É dever de seu irmão pessoalmente expor-lhe a questão de maneira clara e fiel, com todos os pormenores, para não agir cegamente, e invalidar os recursos a que tem direito. Quando os homens observam a regra áurea: Fazei aos outros o que quereis que os outros vos façam, muitas dificuldades agora existentes seriam depressa contornadas. (Carta 85, 1896). Beneficência Social, 202.

“Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós.” Mateus 7:12. Isso se refere tanto aos que trabalham com suas mãos como aos que têm dádivas a conceder. Deus lhe deu forças e habilidade, mas você não as tem usado. Sua energia é suficiente para sustentar perfeitamente a família. Levante-se pela manhã, mesmo enquanto as estrelas ainda brilham, se necessário for. Planeje alguma coisa, e então a realize. Cumpra cada compromisso, a menos que seja prostrado pela enfermidade. Prive-se da comida e do sono de preferência a ser culpado de reter de outros aquilo que lhes é devido. Testemunhos para a Igreja, Vol. 5, 179.

A montanha do progresso não pode ser escalada sem esforço. Ninguém espere ser carregado para receber o prêmio, seja em assuntos religiosos, seja nos seculares, caso não haja diligência de sua parte. […] Os perseverantes e industriosos, não só se sentem contentes eles próprios, como contribuem grandemente para a felicidade de outros. A competência e o conforto não são em geral conseguidos senão à custa de diligente esforço. Idem, 180.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 18 de dezembro de 2020.

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Código de Civilidade

O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Romanos 12:9-10.

 

As mais valiosas regras para o intercâmbio social e de família podem ser encontradas na Bíblia. Nela se encontra não apenas a mais pura e melhor norma de moralidade, mas também o mais valioso código de civilidade. No sermão do Monte, feito por nosso Salvador, contém instrução de incalculável valor para adultos e jovens. Devia ser lido sempre em família e seus preciosos ensinamentos exemplificados na vida diária. A regra de ouro: ”Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós” (Mat. 7:12), bem como a ordem apostólica: ”Preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rom. 12:10), deve tornar-se a lei da família. Os que estimam o espírito de Cristo manifestarão polidez no lar, um espírito de benevolência mesmo nas pequenas coisas. Estarão constantemente procurando tornar todos felizes ao seu redor, esquecendo de si mesmos em sua bondosa atenção para com os outros. Este é o fruto que nasce na árvore cristã. (ST, 1 de julho de 1886). Lar Adventista, 423-424.

O homem que sinceramente teme a Deus preferiria trabalhar noite e dia, sofrer privação e comer o pão da pobreza do que condescender com a obsessão pelo ganho que oprimiria a viúva e o órfão ou destituiria o estranho de seu direito. Os crimes que são cometidos por causa do amor à exibição e ao dinheiro transformam este mundo num covil de ladrões e salteadores e fazem os anjos chorarem. Mas os cristãos são peregrinos na Terra; estão em terra estranha, parando, por assim dizer, por apenas uma noite. Nosso lar está nas mansões que Jesus foi preparar-nos. Esta vida é apenas um vapor que se desfaz.

A aquisição de propriedade torna-se uma mania para alguns. Toda vez que a regra áurea é violada, Cristo é maltratado na pessoa de Seus santos. Toda vantagem tirada dos semelhantes, sejam eles santos ou pecadores, permanecerá como fraude no livro de registro do Céu. Testemunhos para a Igreja, Vol. 4, 490.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 11 de dezembro de 2020.

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Quadruplicado na Moeda do Reino

Porque, como está escrito, o nome de Deus é
blasfemado entre os gentios por causa de vós.
Romanos 2:24.

A regra áurea, implicitamente, ensina a mesma verdade apresentada noutra parte do Sermão da Montanha que ”com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”. Luc. 6:38. Aquilo que fazemos aos outros, seja bem ou seja mal, terá, certamente, sua reação sobre nós, quer em bênção quer em maldição. Tudo quanto dermos, havemos de tornar a receber. As bênçãos terrestres que comunicamos a outros podem ser, e são-no com freqüência, retribuídas em bondade. O que damos, é-nos muitas vezes recompensado, em tempos de necessidade, quadruplicado, na moeda do reino. Além disto, porém, todas as dádivas são retribuídas, mesmo aqui, em uma mais plena absorção de Seu amor, o que é o resumo de toda glória celeste e seu tesouro. E o mal comunicado volve também. Todo aquele que se tem sentido na liberdade de condenar ou levar outros ao desânimo, será, em sua própria vida, levado a passar pela experiência por que fez outros passarem; sentirá aquilo que eles sofreram devido à sua falta de compassiva compreensão e ternura.

É o amor de Deus para conosco que assim decretou. Ele nos quer levar a aborrecer nossa dureza de coração, e abrir o mesmo para que Jesus aí venha a habitar. E assim, do mal se produz um bem, e o que parecia maldição, torna-se bênção.

A norma da regra áurea é a verdadeira norma do cristianismo; tudo que a deixa de cumprir, é um engano. Uma religião que induz os homens a estimarem em pouco os seres humanos, avaliados por Cristo em tão alto valor que por eles Se deu; uma religião que nos leve a negligenciar as necessidades humanas, seus sofrimentos ou direitos, é religião falsa. Menosprezando os direitos do pobre, do sofredor e do pecador, estamo-nos demonstrando traidores a Cristo. É porque os homens usam o nome de Cristo ao passo que Lhe negam o caráter na vida que vivem, que o cristianismo tem no mundo tão pouco poder. O nome do Senhor é blasfemado por causa dessas coisas. O Maior Discurso de Cristo, 136-137.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 4 de dezembro de 2020.

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