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O Primeiro a Suspeitar

Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Mateus 7:4.

 

O pecado que conduz aos mais infelizes resultados, é o espírito frio, crítico, irreconciliável que caracteriza o farisaísmo. Quando a experiência religiosa é destituída de amor, aí não Se encontra Jesus; aí não está a luz de Sua presença. Nenhuma atarefada atividade ou zelo sem Cristo pode suprir a falta. Haverá talvez uma admirável percepção para descobrir os defeitos dos outros mas a todos quantos condescendem com esse espírito. […] Aquele que é culpado de erro, é o primeiro a suspeitar do erro. Condenando o outro, está ele procurando ocultar ou desculpar o mal do próprio coração. Foi por meio do pecado que os homens adquiriram o conhecimento do mal; tão depressa havia o primeiro par pecado, começaram a se acusar um ao outro e é isto que a natureza humana inevitavelmente fará, quando não se ache controlada pela graça de Cristo. O Maior Discurso de Cristo, 126.

Jesus manda que o acusador tire primeiro a trave de seu olho, renuncie a seu espírito de crítica, confesse e abandone o próprio pecado, antes de procurar corrigir a outros. Porque ”não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto”. Luc. 6:43. Esse espírito de acusação com que condescendeis é um fruto mau, e mostra que é má a árvore. Inútil vos é edificar-vos sobre a justiça própria. O que necessitais é mudança de coração. Precisais dessa experiência antes de vos achardes habilitados a corrigir os outros pois ”do que há em abundância no coração, disso fala a boca”. Mat. 12:34.

Ao sobrevir uma crise na vida de qualquer alma, e tentardes dar conselho ou advertência, vossas palavras só exercerão, no bom sentido, o peso e a influência que vos houverem adquirido vosso exemplo e espírito. Precisais ser bons para que possais fazer o bem. Não vos será possível influenciar os outros a se transformarem enquanto vosso coração não se houver tornado humilde, refinado e brando por meio da graça de Cristo. Quando esta mudança se houver operado em vós, ser-vos-á tão natural viver para beneficiar a outros, como o é para a roseira dar suas perfumosas flores, ou a videira produzir purpurinos cachos. Idem, 127-128.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 25 de setembro de 2020.

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O Dever e o Amor

E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Lucas 6:41.

 

Nem mesmo a sentença ”Tu, que julgas, fazes o mesmo” (Rom. 2:1), alcança a magnitude do pecado daquele que presume criticar e condenar a seu irmão. Jesus disse: ”Por que reparas tu no argueiro que está no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?” Mat. 7:3.

Suas palavras se aplicam à pessoa que é pronta em discernir um defeito nos outros. Quando pensa que descobriu uma imperfeição no caráter ou na vida, é extremamente zelosa em buscar apontá-la; mas Jesus declara que o próprio traço de caráter desenvolvido pelo fazer esta obra anticristã é, em comparação com a falta criticada, como uma trave em comparação com um argueiro. É a própria falta do espírito de paciência e amor que o leva a fazer um mundo de um simples átomo. Aqueles que nunca experimentaram a contrição de uma completa entrega a Cristo, não manifestam em sua vida a suavizadora influência do amor do Salvador. Representam mal o brando, cortês espírito do evangelho, e ferem almas preciosas, por quem Cristo morreu. Segundo a figura empregada por nosso Salvador, aquele que condescende com o espírito de censura é culpado de um pecado maior do que aquele a quem acusa; pois não somente comete o mesmo pecado, como acrescenta ao mesmo presunção e espírito de crítica. O Maior Discurso de Cristo, 125.

Devem vencer o hábito de criticar pequenas coisas que julgam erradas. Sejam tolerantes, generosos e caridosos no julgamento de pessoas e coisas. Abram o coração à luz. Lembrem-se de que o Dever tem um irmão gêmeo –o Amor; unidos, ambos podem realizar quase tudo; mas, separados, nenhum é capaz de fazer o bem. […]

Vocês devem ser firmes em seguir os ditames de uma consciência esclarecida e suas convicções do dever; mas também guardar-se contra a intolerância e o preconceito. Não adotem um espírito farisaico. Testemunhos para a Igreja, Vol. 4, 62.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 18 de setembro de 2020.

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A Pergunta Mais Importante

Uma pergunta, a mais importante, é certamente a que se faz em relação ao que é “essencial” ao homem. E o que é isso? É porventura o dinheiro? Poucos há que não se preocupam com a questão: “Como ficarei rico?” Mas há muitos ricos que, desenganados pelos médicos, dariam toda a sua fortuna em troca da saúde perdida. Por aí o prezado leitor observa que a saúde é mais importante do que o dinheiro.

Outros há que possuem dinheiro e saúde, mas a desarmonia no lar os torna infelizes. A felicidade é, pois, mais importante do que o Dinheiro. O dinheiro não faz a felicidade de ninguém, como se vê pelo fato de haver ricos que se suicidam de desespero.

Ainda há uma terceira coisa mais importante que o dinheiro. Disse uma vez alguém que, entre o dinheiro e a inteligência, preferiria a última, pois tendo inteligência, ganharia dinheiro. E quem não conhece pelo menos uma pessoa que perdeu toda sua fortuna, sem poder, por falta de inteligência, reconquistá-la? E quem não conhece pelo menos uma pessoa que, perdendo seus haveres, logo se recuperou, graças à sua inteligência? Por estes exemplos o estimado leitor verá que, na vida do homem, há muitas coisas que em importância superam o possuir dinheiro.

Mas, que tal possuir todas estas quatro coisas conjuntamente? O ideal parece avançado, todavia ainda não está. Há outra coisa infinitamente mais importante, sem a qual nada vale a saúde, o amor no lar, a inteligência, o dinheiro e tudo quanto o homem possui. Disse uma vez o Mestre dos mestres: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” Mateus 16:26. Veja, caro leitor, que possuir muitos bens e outras coisas mais, e não ter a vida eterna, equivale a não possuir nada.

Colocar qualquer empreendimento terreno em primeiro lugar e a imortalidade em segundo plano equivale a dar preferência à escória e rejeitar o ouro. A coisa principal ao homem é a imortalidade. Todas as outras coisas são secundárias. Todo aquele que se entrega aos prazeres terrenos, à busca de riquezas deste mundo, ou a qualquer outro empreendimento secular, em vez de buscar em primeiro lugar a imortalidade está desperdiçando os preciosos momentos de sua vida. Um dia verá que teve uma existência inútil, pois não aproveitou o privilégio ao seu alcance. Fez tudo, mas deixou de o essencial. Não adquiriu a vida eterna.

Então qual é a pergunta mais importante? É a que um príncipe fez ao Senhor Jesus Cristo: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” Mateus 19:16. Pergunta equivalente a esta foi também, certa vez, feita por um carcereiro aos apóstolos Paulo e Silas: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” Atos 16:30.

Esta é a mais importante, mais sublime e, mais sábia pergunta que um homem pode fazer, e é a que todos os homens, cedo ou tarde, farão direta ou indiretamente a Deus. Você já pensou alguma vez seriamente sobre isto?

Quando o carcereiro fez esta pergunta, de máxima importância, aos apóstolos eles lhe responderam: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.” Atos 16:31. Somente por meio dEle alcançamos a salvação e a vida. ”Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida ”, disse o Senhor Jesus. “ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6. “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;” João 11:25. E nosso Senhor, por Sua vez, quando abordado pelo príncipe com a pergunta: “que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?”, apresentou esta condição, “Se … queres entrar na vida guarda os mandamentos” Mateus 19:17. A  salvação nos é concedida sob condição de obediência, pois o Senhor, pela Sua morte, “veio a ser causa de eterna salvação”, não para os desobedientes, mas “para todo os que Lhe obedecem” Hebreus 5:9. Pela Sua graça, guardemos os mandamentos para evitarmos o pecado, pois, “O Pecado é a transgressão da Lei.” I João 3:4.            

“Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários.” Hebreus 10:26-27. Para entrarmos na vida eterna, necessário é que evitemos o pecado, e para o evitarmos é necessário que saibamos exatamente o que é e o que não é pecado, a fim de que não pratiquemos atos pecaminosos pensando que são permitidos, e atos permitidos pensando que são atos pecaminosos. A Escritura Sagrada não nos deixa em trevas sobre isto. Disse o apóstolo Paulo que “pela Lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). Sobre qualquer ato que quisermos saber se é pecado, ou não, é só consultar a Lei de Deus – Êxodo cap. 20.

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