Chamados e Examinados
E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: SENHOR, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir. Mateus 25:10-13.
Solenes são as cenas ligadas à obra final da expiação. Momentosos, os interesses nela envolvidos. O juízo ora se realiza no santuário celestial. Há muitos anos esta obra está em andamento. Breve, ninguém sabe quão breve, passará ela aos casos dos vivos. Na augusta presença de Deus nossa vida deve passar por exame. Atualmente, mais do que em qualquer outro tempo, importa a toda alma atender à admoestação do Salvador: ”Vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.” Mar. 13:33. ”Se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” Apoc. 3:3. GC 490.
”Assim”, diz o Salvador, ”será também a vinda do Filho do homem.” Mat. 24:39. Silenciosamente, despercebida como o ladrão à meia-noite, virá a hora decisiva que determina o destino de cada homem, sendo retraída para sempre a oferta de misericórdia ao homem culpado.
”Vigiai, pois, … para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.” Mar. 13:35 e 36. Perigosa é a condição dos que, cansando-se de vigiar, volvem às atrações do mundo. Enquanto o homem de negócios está absorto em busca de lucros, enquanto o amante dos prazeres procura satisfazer aos mesmos, enquanto a escrava da moda está a arranjar os seus adornos – pode ser que naquela hora o Juiz de toda a Terra pronuncie a sentença: ”Pesado foste na balança, e foste achado em falta.” Dan. 5:27. GC 491.
Não siga ninguém o exemplo das virgens imprudentes, pensando que será seguro esperar até que venha a crise, antes de obter um preparo do caráter suficiente para subsistir naquele tempo. Será demasiado tarde buscar a justiça de Cristo quando os hóspedes forem chamados e examinados. Agora é que é o tempo de nos revestirmos da justiça de Cristo – as vestes de bodas que vos habilitarão a participar da ceia das bodas do Cordeiro. Na parábola, as virgens imprudentes são representadas como suplicando azeite, sem que seu pedido seja atendido. Isto é simbólico dos que não se prepararam mediante o desenvolvimento do caráter, de modo a subsistir em tempo de crise. (Youth’s Instructor, 16 de janeiro de 1896). MM, 1965, Para Conhecê-Lo, 350.
