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Jesus Poderia ter Cedido à Tentação

E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:8.

 

                Como Deus, Ele não podia ser tentado; mas, como homem, podia sê-lo, e isso fortemente, e podia ceder às tentações. (Man. 94, 1893). Mensagens Escolhidas, Vol. 3, 129.

            Pretendem muitos que era impossível Cristo ser vencido pela tentação. Neste caso, não teria sido colocado na posição de Adão; não poderia haver obtido a vitória que aquele deixara de ganhar. Se tivéssemos, em certo sentido, um mais probante conflito do que teve Cristo, então Ele não estaria habilitado para nos socorrer. Mas nosso Salvador Se revestiu da humanidade com todas as contingências da mesma. Tomou a natureza do homem com a possibilidade de ceder à tentação. Não temos que suportar coisa nenhuma que Ele não tenha sofrido. Desejado de Todas as Nações, 117.

               Os que afirmam que era impossível Cristo pecar, não podem crer que Ele tomasse realmente sobre Si a natureza humana. (Man. 141, 1901). Comentário Bíblico, Vol. 7, 929.

            Tivesse sido tocada a cabeça de Cristo, e teria perecido a esperança da raça humana. A ira divina teria sobrevindo a Cristo, como sobreveio a Adão. Cristo e a igreja teriam ficado sem esperança. (ST, 9 de junho de 1898). Mensagens Escolhidas, Vol. 1, 256.

            As tentações às quais Cristo foi submetido eram uma terrível realidade. Como livre agente moral, Ele foi posto à prova, com liberdade para ceder às tentações de Satanás e agir em oposição à vontade de Deus. […]

            As tentações de Cristo e Seus sofrimentos diante delas eram proporcionais a Seu elevado caráter sem pecado. […]

            A menos que haja a possibilidade de ceder, a tentação não é tentação. Ela é resistida quando o homem é fortemente influenciado a cometer uma má ação; e, sabendo que pode praticá-la, resiste, pela fé, com firme apego ao poder divino. Foi esta a provação pela qual Cristo passou. (Youth’s Instructor, 26 de outubro de 1899). Mensagens Escolhidas, Vol. 3, 131-132.

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O Inocente se Batizou para nos dar o Exemplo

Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. I Pedro 2:21.

 

             Como poderia ele [João Batista], pecador, batizar o Inocente? E por que haveria Aquele que não necessitava de arrependimento, de submeter-Se a um rito que era uma confissão de culpa a ser lavada?

            Ao pedir Jesus, o batismo, João recusou, exclamando: ”Eu careço de ser batizado por Ti, e vens Tu a mim?” Com firme, se bem que branda autoridade, Jesus respondeu: ”Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça”. E João, cedendo, desceu com o Salvador ao Jordão, sepultando-O nas águas. ”E logo que saiu da água” Jesus ”viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre Ele” Mat. 3:14 e 15. Jesus não recebeu o batismo como confissão de pecado de Sua própria parte. Identificou-Se com os pecadores, dando os passos que nos cumpre dar. A vida de sofrimento e paciente perseverança que viveu depois do batismo, foi também um exemplo para nós. Desejado de Todas as Nações, 110-111.

            Embora fosse isento da mancha do pecado, as finas sensibilidades de Sua natureza santa tornavam-Lhe o contato com o mal indizivelmente penoso. Não obstante tendo sobre Si a natureza humana, enfrentou o arqui-apóstata face a face, e sozinho resistiu ao inimigo de Seu trono. … Nem mesmo por um pensamento podia Cristo ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra no coração humano alguns pontos em que ele pode assentar o pé; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações se estabelecem. Cristo, porém, declarou quanto a Si mesmo: ”Se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em Mim.” João 14:30. As tempestades da tentação irromperam sobre Ele, mas não puderam fazer com que Ele Se afastasse de Sua união com Deus. (RH, 8 de novembro de 1887). MM, 1965, Para Conhecê-Lo, 34.

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A Maior Tentação de Cristo

Por isso convinha que em tudo fosse semelhante
aos irmãos, para ser misericordioso e fiel
sumo sacerdote naquilo que é de Deus,
para expiar os pecados do povo.
Hebreus 2:17.

Se Cristo tivesse sido enganado pelas tentações de Satanás e houvesse exercido Seu poder miraculoso para livrar-Se de alguma dificuldade, Ele teria rompido o contrato feito com Seu Pai de ser alguém provado em lugar da raça. […] Foi tão difícil para Ele manter o nível da humanidade como é difícil para o homem elevar-se acima do nível baixo da sua natureza depravada, e ser co-participante da natureza divina.                                          

Cristo foi submetido à mais rigorosa prova, que requereu a força de todas as Suas faculdades para à inclinação de, quando em dificuldade, usar o Seu poder para livrar-Se do perigo e triunfar sobre o poder do príncipe das trevas. […] Porque o Filho de Deus vinculou-se à fraqueza da humanidade para que fosse tentado em todos os aspectos que o homem é tentado, Satanás tripudiou sobre Ele e O insultou. Review and Herald, 1 de abril de 1875. (Trechos em: No Deserto da Tentação, págs. 102-103).

Cristo, que era sem pecado, a quem o Espírito Santo foi concedido sem medida, reconhecia constantemente Sua dependência de Deus, e da Fonte de poder e sabedoria buscava novos suprimentos. (RH, 8 de novembro de 1887). MM, 1965, Para Conhecê-Lo, 252.

O dia todo atendia às multidões que iam ter com Ele e, ao anoitecer, ou bem cedo de manhã, retirava-Se para o santuário das montanhas em busca de comunhão com o Pai.

Muitas vezes o incessante trabalho e a luta com a inimizade e os falsos ensinos dos rabis O deixavam tão fatigado que Sua mãe e irmãos, e mesmo os discípulos, receavam que Sua vida fosse sacrificada. Mas, ao voltar das horas de oração que encerravam o atarefado dia, notavam-Lhe o aspecto sereno do rosto, o vigor, a vida e o poder de que todo o Seu ser parecia possuído. Das horas passadas a sós com Deus Ele saía, manhã após manhã, para levar aos homens a luz do Céu. Ciência do Bom Viver, 55-56.

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O Livre-Arbítrio do Segundo Adão

Porque não temos um sumo sacerdote que não
possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém,
um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
Hebreus 4:15.

Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado a Deus e amado por Deus, começou Ele onde o primeiro Adão começou. Mas o primeiro Adão estava em todos os sentidos mais favoravelmente situado que Cristo. A maravilhosa provisão feita no Éden para o santo par fora feita por um Deus que os amava. Tudo na natureza era puro e incontaminado. Frutos, flores e belas, altaneiras árvores vicejavam no Jardim do Éden. […]

Cristo foi tentado por Satanás de modo cem vezes mais severo que Adão, e sob circunstâncias mais probantes em todos os sentidos. (Man. 20, 1898). MM, 2002, Cristo Triunfante, 245.

Cristo, no deserto da tentação, ficou no lugar de Adão para suportar a prova a que ele deixou de resistir. (RH, 28 de julho de 1874). Mensagens Escolhidas, Vol. 1, 267.

Cristo foi tentado em todos os pontos como nós; mas Sua vontade foi sempre conservada ao lado da vontade de Deus. Em Sua humanidade, Ele tinha o mesmo livre-arbítrio que tinha Adão no Éden. Poderia haver cedido à tentação como ele o fez. E Adão, crendo em Deus e sendo praticante de Sua palavra, poderia haver resistido à tentação como Cristo resistiu. Houvesse Cristo querido, e haveria ordenado às pedras que se transformassem em pão. Poderia haver-Se atirado do pináculo do templo. Poderia haver cedido à tentação de Satanás de cair a seus pés e adorá-lo, ao usurpador do mundo. Mas em cada ponto Ele enfrentou o tentador com um ”Está escrito”. Sua vontade estava em perfeita obediência à vontade de Deus, e a vontade de Deus foi revelada em toda a Sua vida. Fazia parte de Seu ser. (Man. 48, 1899). MM, 1962, Nossa Alta Vocação, 105.

Cristo redimiu a vergonhosa queda e falha de Adão, e foi vencedor, testemunhando assim a todos os mundos não caídos e à humanidade caída que através do divino poder que o Céu Lhe concedeu, os seres humanos podem guardar os mandamentos de Deus. (ST, 17 de abril de 1893). MM, 2009, Jesus Meu Modelo, 39.

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A Natureza sem Pecado de Jesus (Parte 4)

Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado,
separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus.
Hebreus 7:26.

 

Quando Cristo inclinou a cabeça e morreu, trouxe consigo ao chão as colunas do reino de Satanás. Venceu Satanás na mesma natureza sobre a qual, no Éden, Satanás obtivera vitória. O inimigo foi vencido por Cristo em Sua natureza humana. (Youth’s Instructor, 25 de abril de 1901). Comentário Bíblico, Vol. 5, 1108.

A natureza humana de Cristo era semelhante à nossa, e o sofrimento era mais intensamente sentido por Ele, pois Sua natureza espiritual era livre de toda mácula de pecado. Portanto, Seu desejo para a remoção do sofrimento era mais forte do que o que os seres humanos podem experimentar. (ST, 9 de dezembro de 1897). Idem, 1104.

Seja cuidadoso, extremamente cuidadoso, ao tratar da natureza humana de Cristo. Não O apresente diante das pessoas como um homem com propensões para o pecado. Ele é o segundo Adão. […] Evite toda e qualquer questão relacionada com a humanidade de Cristo que possa ser mal-entendida. A verdade fica muito próxima da trilha da presunção. Ao tratar sobre a humanidade de Cristo, é preciso que esteja muito atento a cada afirmação para que suas palavras não sejam entendidas de maneira diferente, e assim perca a percepção clara da Sua humanidade combinada com a divindade, ou que a deixe empalidecer.

O Seu nascimento foi um milagre de Deus; pois o anjo disse: [Citação de Lucas 1:31-35]. Estas palavras não são aplicadas a nenhum ser humano, exceto o Filho do Deus Infinito. Nunca, de maneira alguma, deixe a mais leve impressão sobre as mentes humanas de que havia uma mancha ou inclinação para a corrupção sobre Cristo, ou que, de alguma maneira, Ele cedeu à corrupção. […] A encarnação de Cristo sempre foi e sempre será um mistério. O que foi revelado, assim o foi para nós e nossos filhos, mas que todos os seres humanos se acautelem quanto a considerar Cristo totalmente, como nós outros, pois isso não pode ser. (Carta 8, 1895). Idem, 1128-1129.

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A Natureza sem Pecado de Jesus (Parte 3)

Quem dentre vós me convence de pecado? João 8:46.

 

Ele não tomou sobre Si nem mesmo a natureza de anjos, mas a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa própria natureza, a não ser pela mancha do pecado. … Ele tinha a razão, a consciência, a memória, a vontade e as afeições da alma humana, a qual estava unida com a Sua natureza divina. […]

Ele poderia ter cedido à tentação, igual aos seres humanos. Sua natureza finita era pura e sem mancha. […] Aqui, entretanto, Não devemos nos tornar comuns ou terrenos em nossos pensamentos, e em nossas idéias pervertidas não devemos pensar que a possibilidade de Cristo ceder às tentações de Satanás degradou Sua humanidade fazendo com que Ele viesse a possuir as mesmas propensões pecaminosas e corruptas que o homem possui. […]

Cristo tomou a nossa natureza caída, mas não corrompida; e, a menos que Ele desse ouvidos às palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus, não seria corrompido. (Man. 57, 1890). Manuscript Releases, Vol. 16, 182.

Não é correto dizer, como fazem muitos escritores, que Cristo era como todas as crianças. Ele não era como todas as crianças. […] Sua inclinação para a justiça era uma contínua satisfação para seus pais. […]

Ninguém, ao olhar para o semblante infantil radiante de animação, podia dizer que Cristo era exatamente como as outras crianças. Ele era Deus em carne humana. Quando instado por Seus companheiros a fazer o que era errado, a divindade irrompia através da humanidade, e Ele recusava decididamente. Num segundo, Ele distinguia entre o certo e o errado, e colocava o pecado à luz dos mandamentos de Deus, exibindo a lei como um espelho que refletia luz sobre o erro. Era essa discriminação perspicaz entre o certo e o errado que muitas vezes provocava a raiva dos irmãos de Jesus. Contudo, Seus apelos e rogos, e a tristeza expressa em Seu semblante, revelavam um amor tão terno e fervoroso por eles que ficavam envergonhados de O haverem tentado a Se desviar de Seu estrito senso de justiça e lealdade. (Youth’s Instructor, 8 de setembro de 1898). Comentário Bíblico, Vol. 5, 1116-1117.

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A Natureza sem Pecado de Jesus (Parte 2)

Mas com o precioso sangue de Cristo,
como de um cordeiro imaculado e incontaminado.
I Pedro 1:19.

 

Não devemos ter dúvidas acerca da perfeita ausência de pecado na natureza humana de Cristo. Nossa fé deve ser uma fé inteligente, olhando para Jesus com perfeita confiança, com plena e inteira fé no Sacrifício expiador. (Signs of the Times, 9 de junho de 1898). Mensagens Escolhidas, Vol. 1, 256.

Cristo foi a única pessoa que andou sobre a Terra em quem não havia nenhuma mancha de pecado. Ele era puro, imaculado e irrepreensível. Que houvesse sobre a Terra Alguém sem a contaminação do pecado perturbava grandemente o autor do pecado, e ele não deixou de usar nenhum meio para vencer a Cristo com o seu poder ardiloso e enganador. (The Youth’s Instructor, fevereiro de 1873). Idem, Vol. 3, 134.

Mas o príncipe das trevas nada achou nEle, nem um simples pensamento ou sentimento de resposta à tentação. Testemunhos para a Igreja, Vol. 5, 422.

Cristo é, por um lado, um representante perfeito de Deus e, por outro lado, um espécime perfeito de humanidade sem pecado. Por conseguinte, Ele combinou divindade e humanidade. (Man. 44, 1898). Comentário Bíblico, Vol. 7, 907.

Ele é nosso exemplo em tudo. É um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir idênticas paixões. Sendo sem pecado, sua natureza recuava do mal. Testemunhos para a Igreja, Vol. 2, 202.      

Era um poderoso solicitador, não possuindo as paixões de nossa natureza caída, mas rodeado das mesmas enfermidades, tentado em todos os pontos como nós o somos. Idem, 509.

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A Natureza sem Pecado de Jesus

 Nisto conhecereis o Espírito de Deus:
Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus.
(I João 4:2).      

 

A Divindade não Se tornou humana, e o humano não foi deificado pela fusão das duas naturezas. Cristo não possuía a mesma deslealdade pecaminosa, corrupta e decaída que nós possuímos, pois então Ele não poderia ser um sacrifício perfeito. (Man. 94, 1893). Mensagens Escolhidas, Vol. 3, 131.

Jesus foi em todas as coisas feito semelhante a Seus irmãos. Tornou-Se carne, da mesma maneira que nós. Tinha fome, sede e fadiga. Sustentava-Se com alimento e refrigerava-Se pelo sono. Era Deus em carne. Desejado de Todas as Nações, 311.

Quando Jesus tomou a natureza do ser humano e Se achava reconhecido em figura humana, Ele assumiu todo o organismo humano. Suas necessidades eram as de um homem. Ele tinha necessidades físicas a serem supridas, cansaço físico a ser aliviado. (Carta 32, 1899). Comentário Bíblico, Vol. 5, 1130.

O plano de Deus, delineado para a salvação do homem, previa que Cristo conhecesse a fome, a pobreza e todos os aspectos da experiência do homem. (Review and Herald, 18 de fevereiro de 1890). Mensagens Escolhidas, Vol. 1, 408-409.

Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade. Desejado de Todas as Nações, 49.

Cristo, o segundo Adão, veio em semelhança de carne pecaminosa. Em benefício do homem, tornou-Se sujeito à tristeza, ao cansaço, à fome e à sede. Era sujeito à tentação, mas não cedeu ao pecado. NEle não havia nenhuma mancha de pecado. (Man. 99, 1903). Mensagens Escolhidas, Vol. 3, 141-142.

Ele deveria tomar sua posição como o cabeça da humanidade, tomando a natureza, mas não a pecaminosidade do homem. (Signs of the Times, 29 de maio de 1901). Comentário Bíblico, Vol. 7, 912.

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O Mistério da Encarnação

As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana,
mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.
I Coríntios 2:13.

Não podemos explicar o grande mistério do plano da salvação. Jesus tomou sobre Si a humanidade, a fim de que pudesse alcançar a humanidade; não podemos, porém, explicar como a divindade se revestiu da humanidade. Review and Herald, 1 de outubro de 1899.

Que Deus devesse assim ser manifestado na carne é, na verdade, um mistério; e sem o auxílio do Espírito Santo não podemos esperar compreender este assunto. A mais humilhante lição que o homem tem que aprender é a nulidade da sabedoria humana, e a loucura de tentar, por seus próprios e impotentes esforços, encontrar a Deus. RH, 5 de abril de 1906.

Ao contemplarmos a encarnação de Cristo, sentimo-nos desconcertados diante de um insondável mistério que a mente humana é incapaz de compreender. Quanto mais refletimos sobre isto, mais surpreendente nos parece o tema. Quão imenso é o contraste entre a divindade de Cristo e a indefesa criancinha na manjedoura de Belém! Como entender a distância entre o poderoso Deus e a desajudada criança? Pois ainda assim o Criador dos mundos, Aquele em quem habitava a plenitude da divindade, manifestou-Se como indefeso bebê na manjedoura. Mais excelso que qualquer dos anjos, igual ao Pai em dignidade e glória, vestido agora do manto da humanidade! Divindade e humanidade combinaram-se misteriosamente, pois o homem e Deus tornaram-se um. É nessa união que encontramos a esperança para nossa decaída raça. (Signs of the Times, 30 de julho de 1896). A Verdade Sobre os Anjos, 154.

As duas naturezas fundiram-se misteriosamente numa só pessoa – o homem Cristo Jesus. NEle habitava corporalmente toda a plenitude da Divindade. Quando Cristo foi crucificado, foi Sua natureza humana que morreu. A Divindade não sucumbiu e morreu; isso teria sido impossível. […] Isso é um grande mistério, um mistério que não será plena e completamente compreendido em toda a sua grandeza até que ocorra a trasladação dos remidos. (Carta 280, 1904). MM, 1992, Exaltai-O, 77.    

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Cristo – Centro de Todo o Ensino

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica,
assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. Mateus 7:24.

Jamais deveria ser pregado um sermão, ou apresentada instrução bíblica sobre qualquer assunto, sem que os ouvintes fossem encaminhados ao “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29. Toda verdadeira doutrina torna a Cristo o centro, todo preceito recebe força de Suas palavras. Testemunhos para a Igreja, Vol. 6, 54.

O assunto é inexaurível. O estudo da encarnação de Cristo, de Seu sacrifício expiatório e obra mediadora, ocupará a mente do diligente estudante enquanto o tempo durar; e contemplando o Céu com seus inumeráveis anos, exclamará: ”Grande é o mistério da piedade”! I Tim. 3:16. Obreiros Evangélicos, 251.

O sacrifício de Cristo como expiação pelo pecado, é a grande verdade em torno da qual se agrupam as outras. A fim de ser devidamente compreendida e apreciada, toda verdade da Palavra de Deus, de Gênesis a Apocalipse, precisa ser estudada à luz que dimana da cruz do Calvário. Apresento perante vós o grande, magno monumento de misericórdia e regeneração, salvação e redenção – o Filho de Deus erguido na cruz. Isso tem de ser o fundamento de todo discurso feito por nossos pastores. OE 315.

A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós. É a corrente de ouro que liga nossa alma a Cristo, e por meio de Cristo a Deus. Isto deve constituir nosso estudo. Cristo foi um homem real; deu prova de Sua humildade, tornando-Se homem. Entretanto, era Ele Deus na carne. Quando abordamos este assunto, bem faremos em levar a sério as palavras dirigidas por Cristo a Moisés, junto à sarça ardente: ”Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.” Êxo. 3:5. Devemos aproximar-nos deste estudo com a humildade de um discípulo, de coração contrito. E o estudo da encarnação de Cristo é campo frutífero, que recompensará o pesquisador que cave fundo em busca de verdades ocultas. (Youth’s Instructor, 13 de outubro de 1898). Mensagens Escolhidas, Vol. 1, 244.

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