Apêndice – O Entendimento dos Pioneiros sobre Nova Luz e Correção de Erros Doutrinários

Quanto à natureza dinâmica da “Verdade Presente”, de ela não ser estática, mas sim progressiva, encontramos vários pioneiros tendo claramente este entendimento.
A própria expressão encontramos já os mileritas usando para falar da volta iminente de Jesus, e sendo utilizada, também, no verão de 1844, pelo chamado “Movimento do décimo dia do sétimo mês” ou “Movimento do Clamor da Meia-Noite”. Este Movimento pregava como Verdade Presente a descoberta da data correta para o fim das 2300 tardes e manhãs, ou seja, 22 de Outubro de 1844. Assim, vemos entre os mileritas um progresso na compreensão do que seria a Verdade Presente.
José Bates, em 1847, usou o termo “Verdade Presente” com relação ao sábado (em seu livro The Seventh Day Sabbath: A Perpetual Sign [O Sábado do Sétimo Dia: Um Sinal Perpétuo]). Posteriormente, ele já entendia que incluía toda a mensagem do terceiro anjo, ou seja, ele estava incluindo junto do sábado o assunto da ministração de Jesus no santuário celestial. (em seu livro Seal of the Living God [Selo do Deus Vivo]).
Tiago White explicou, baseado em II Pedro 1:12, que: “No tempo de Pedro havia uma verdade presente ou verdade aplicável àquele tempo. A Igreja sempre teve uma verdade presente. A verdade presente agora é aquela que mostra nosso dever presente e a atitude correta para nós que estamos prestes a testemunhar o tempo de angústia.” (Presenth Truth [Verdade Presente, primeiro periódico adventista do sétimo dia], julho de 1849).
Ellen G. White, na Assembléia Geral de Mineápolis em 1888, expôs de uma forma bem prática a dinâmica da Verdade Presente: “Aquilo que Deus dá a Seus servos para falar hoje pode não ter sido a verdade presente de vinte anos atrás, mas trata-se da mensagem do Senhor para este tempo.” (Manuscrito 8a, 1888).
Sobre a questão de correção de erros doutrinários, temos um comentário curioso de um pioneiro. Ellen G. White relata: “O irmão J. N. Andrews, com profunda emoção, exclamou: ’Trocaria mil erros por uma verdade.’” (Spiritual Gifts, Vol. II, Pág. 117, também em Vida e Ensinos, pág. 131).
Sobre isso, Tiago White, também escreveu. No contexto, ele comenta a mudança do horário para observar o sábado. Primeiramente muitos guardavam o sábado a partir das 6 da tarde da sexta-feira, mais tarde, entenderam que a evidência bíblica favorecia a observância a partir do pôr-do-sol da sexta-feira. Ele diz, então, que eles: “Mudariam outros pontos de sua fé, caso tivessem uma boa razão para fazê-lo com base nas Escrituras.” (Review and Herald, 7 de fevereiro de 1856).
Urias Smith, em seus escritos, demonstra que seguiu o entendimento dos fundadores. Ele escreveu em 1857: “Temos conseguido regozijar-nos em verdades muito além do que então percebíamos, mas não pensemos de modo algum que já sabemos tudo. Esperamos ainda progredir, de forma que nossa vereda se torne cada vez mais brilhante até ser dia perfeito. Que mantenhamos então um estado mental inquiridor, buscando mais luz e mais verdade.” (Review and Herald, 30 de abril de 1857).
(Apêndice das Reflexões Semanais: A Bandeira da Verdade e Liberdade).