Capa Divindade Triúna_2

Na Cruz do Calvário, Cristo Sofreu em Nosso Lugar

E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Marcos 15:34.

 

            Na expiação fez-se justiça completa. Em lugar do pecador, o imaculado Filho de Deus recebeu a penalidade, e o pecador é libertado, contanto que receba e conserve a Cristo como seu Salvador pessoal. Sendo culpado, é tido como inocente. Cristo satisfez todas as reivindicações exigidas pela justiça. Youth’s Instructor, 25 de abril de 1901.

            Cristo não poderia ter efetuado essa obra, não fosse Ele pessoalmente imaculado. Só alguém que fosse a perfeição em pessoa poderia ser ao mesmo tempo o portador de pecados e o perdoador de pecados. Manuscrito 165, 1899. 

            A culpa de todos os pecados imprimia seu peso sobre a alma divina do Redentor do Mundo. Signs of the Times, 5 de dezembro de 1892.

            O Filho de Deus suportou a ira de Deus contra o pecado. Todo o acumulado pecado do mundo foi posto sobre o Portador do pecado, que era inocente e que, unicamente, podia ser a propiciação pelo pecado, porque Ele mesmo era obediente. Era Um com Deus. Nenhuma mancha de corrupção estava sobre Ele. ST, 9 de dezembro de 1897.

            O santo Filho de Deus não teve que carregar pecados ou pesares Seus próprios; foi o Portador dos pesares alheios; sobre Ele foi colocada a iniquidade de todos nós. Mediante simpatia divina, Ele se une ao homem e, como representante da raça humana, sujeita-se a ser tratado como transgressor. Ele olha para o abismo da desgraça, que com os nossos pecados nós abrimos, e se dispõe a servir de ponte sobre o abismo que separa de Deus o homem. Bible Echo and Signs of the Times, 1 de agosto de 1892.

Leia Mais

Capa Divindade Triúna_2

Cristo – Centro de Todo o Ensino

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica,
assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. Mateus 7:24.

Jamais deveria ser pregado um sermão, ou apresentada instrução bíblica sobre qualquer assunto, sem que os ouvintes fossem encaminhados ao “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29. Toda verdadeira doutrina torna a Cristo o centro, todo preceito recebe força de Suas palavras. Testemunhos para a Igreja, Vol. 6, 54.

O assunto é inexaurível. O estudo da encarnação de Cristo, de Seu sacrifício expiatório e obra mediadora, ocupará a mente do diligente estudante enquanto o tempo durar; e contemplando o Céu com seus inumeráveis anos, exclamará: ”Grande é o mistério da piedade”! I Tim. 3:16. Obreiros Evangélicos, 251.

O sacrifício de Cristo como expiação pelo pecado, é a grande verdade em torno da qual se agrupam as outras. A fim de ser devidamente compreendida e apreciada, toda verdade da Palavra de Deus, de Gênesis a Apocalipse, precisa ser estudada à luz que dimana da cruz do Calvário. Apresento perante vós o grande, magno monumento de misericórdia e regeneração, salvação e redenção – o Filho de Deus erguido na cruz. Isso tem de ser o fundamento de todo discurso feito por nossos pastores. OE 315.

A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós. É a corrente de ouro que liga nossa alma a Cristo, e por meio de Cristo a Deus. Isto deve constituir nosso estudo. Cristo foi um homem real; deu prova de Sua humildade, tornando-Se homem. Entretanto, era Ele Deus na carne. Quando abordamos este assunto, bem faremos em levar a sério as palavras dirigidas por Cristo a Moisés, junto à sarça ardente: ”Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.” Êxo. 3:5. Devemos aproximar-nos deste estudo com a humildade de um discípulo, de coração contrito. E o estudo da encarnação de Cristo é campo frutífero, que recompensará o pesquisador que cave fundo em busca de verdades ocultas. (Youth’s Instructor, 13 de outubro de 1898). Mensagens Escolhidas, Vol. 1, 244.

Leia Mais

Capa Divindade Triúna_2

Somente Jesus pode ser o Mediador

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. I Timóteo 2:5.

 

Somente Jesus poderia ser fiador diante de Deus, pois era igual a Deus. Somente Ele poderia tornar-Se mediador entre Deus e o homem, pois possuía a divindade e a humanidade. Jesus podia, assim, dar a garantia a ambas as partes de cumprir as condições prescritas. Como o Filho de Deus, representa o nosso penhor diante de Deus, e como o Verbo eterno, igual ao Pai, assegura-nos que o amor do Pai se encontra à disposição daquele que crê em Sua palavra empenhada. Review and Herald, 3 de abril de 1894.

A reconciliação do homem com Deus somente poderia ser empreendida por um mediador igual a Deus, possuidor de atributos que O dignificassem e O declarassem digno de lidar com o Deus Infinito em favor do homem, e que também representasse a Deus diante do mundo caído. O substituto e penhor do homem necessitava possuir a natureza do homem, uma conexão com a família humana, a quem deveria representar; e, como embaixador de Deus, teria de participar da natureza divina, possuindo conexão com o Infinito, de modo a manifestar a Deus diante do mundo, sendo mediador entre Deus e o homem. RH, 22 de dezembro de 1891.

A plenitude de Sua humanidade e a perfeição de Sua divindade formam para nós um sólido fundamento sobre o qual podemos ser conduzidos à reconciliação com Deus. Foi quando ainda éramos pecadores que Cristo morreu por nós. Temos a redenção, o perdão dos pecados, através de Seu sangue. Suas mãos perfuradas por cravos estendem-se do Céu à Terra. Com uma das mãos Ele alcança os pecadores na Terra, e com a outra toca o trono do Infinito, efetuando assim a nossa reconciliação. Cristo se encontra hoje como nosso Advogado diante do Pai. Ele é o Mediador entre Deus e o homem. Carregando as marcas da crucifixão, Ele pleiteia a causa de nossas almas. (Man. 84a, 1897). Comentário Bíblico, Vol. 7A, 487.

Leia Mais

Capa Divindade Triúna_2

Apenas Deus poderia ser o Salvador

De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador. Hebreus 7:22.

Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. Mateus 1:23.

Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se haviam unido num concerto para redimir o homem, se ele fosse vencido por Satanás. Haviam-Se dado as mãos, num solene compromisso de que Cristo Se tornaria o fiador da raça humana. Desejado de Todas as Nações, 834.

O Verbo eterno consentiu em fazer-se carne. Deus tornou-se homem! Maravilhosa humildade. (RH, 4 de setembro de 1900). Comentário Bíblico, Vol. 5, 1127.

O sacrifício exigido por sua transgressão, revelava a Adão e Eva o caráter sagrado da lei de Deus; e viram, como nunca antes o fizeram, a culpabilidade do pecado, e seus funestos resultados. Em seu remorso e angústia rogaram que a pena não recaísse nAquele cujo amor havia sido a fonte de toda a sua alegria; antes, que repousasse sobre eles e sua posteridade.

Foi-lhes dito que, visto ser a lei de Jeová o fundamento de Seu governo no Céu assim como na Terra, mesmo a vida de um anjo não poderia ser aceita como sacrifício por sua transgressão. Nenhum de seus preceitos poderia ser anulado ou mudado para valer ao homem em sua condição decaída; mas o Filho de Deus, que criara o homem, poderia fazer expiação por ele. Assim como a transgressão de Adão tinha trazido miséria e morte, o sacrifício de Cristo traria vida e imortalidade. Patriarcas e Profetas, 66-67.

Morrendo sobre a cruz, Ele transferiu a culpa da pessoa do transgressor para a do Substituto divino, por meio da fé nEle como seu Redentor pessoal. Os pecados de um mundo culpado, que em figura são descritos como sendo ”vermelhos como o carmesim” (Isa. 1:18), foram atribuídos ao Penhor divino. (Man. 84a, 1897). MM, 1995, Cuidado de Deus, 275.

Leia Mais

Duas Leis_capa

A Lei que foi Abolida na Cruz

Lei1

Lei2

Lei3

Lei4

Lei6

Lei7

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos.

O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem dAquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: “Porei as Minhas leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos.” Heb. 10:16. E se a lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência – nosso serviço e aliança de amor – é o verdadeiro sinal de discipulado. Assim diz a Escritura: “Porque esta é a caridade [ou amor] de Deus: que guardemos os Seus mandamentos.” I João 5:3. “Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” I João 2:4. Caminho a Cristo, 60. (Ellen G. White)

Leia Mais

Fé

Fé ou Obras?

Imagine um barco a remos, como o da figura acima. O que aconteceria se remássemos apenas de um lado? E qual a vantagem de usar os dois remos, remando dos dois lados?

 

 

Sem fé é impossível agradar a  Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que O buscam. (Heb. 11:6.)

 

No mundo cristão há muitos que alegam que tudo quanto é necessário para a salvação é ter fé; as obras não são nada; a única coisa essencial é a fé. Mas a Palavra de Deus nos diz que a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Muitos recusam obedecer aos mandamentos de Deus; dão, porém, muita importância à fé. Mas a fé precisa ter um fundamento.

 

Todas as promessas de Deus são feitas sob condições. Se fazemos Sua vontade, se andamos na verdade, então podemos pedir o que quisermos, e nos será feito. Enquanto procurarmos diligentemente ser obedientes, Deus ouvirá nossas petições; mas Ele não nos abençoará na desobediência. Se resolvemos desobedecer a Seus mandamentos, podemos exclamar: “Fé, fé, tão-somente tende fé!”, e a segura Palavra de Deus dará a resposta: “A fé sem as obras é morta.” Tia. 2:20. Semelhante fé será apenas como o bronze que soa e como o címbalo que retine. A fim de receber os benefícios da graça de Deus precisamos fazer a nossa parte; precisamos labutar fielmente e produzir frutos dignos do arrependimento…

 

Devemos fazer tudo que pudermos, de nossa parte, para combater o bom combate da fé. Devemos lutar, labutar e esforçar-nos por entrar pela porta estreita. Sempre devemos pôr o Senhor diante de nós. Com mãos limpas, com coração puro, temos de procurar honrar a Deus em todos os nossos caminhos…

 

Em certo sentido somos deixados na dependência de nossas próprias energias; devemos procurar diligentemente ser zelosos e arrepender-nos, limpar as mãos e purificar o coração de toda contaminação; devemos alcançar a norma mais elevada, crendo que Deus nos ajudará em nossos esforços. Precisamos buscar, se queremos achar, e buscar com fé; temos de bater, para que nos seja aberta a porta…

 

O perdão do pecado é prometido àquele que se arrepende e crê; a coroa da vida será a recompensa daquele que for fiel até o fim. Podemos crescer na graça aproveitando a graça que já temos. Devemos manter-nos incontaminados do mundo se quisermos ser achados irrepreensíveis no dia de Deus. A fé e as obras andam de mãos dadas; elas atuam harmoniosamente na obra de vencer. As obras sem fé são mortas, e a fé sem obras é inoperante. As obras nunca nos salvarão; é o mérito de Cristo que será eficaz em nosso favor. Mediante a fé nEle, Cristo tornará todos os nossos esforços imperfeitos aceitáveis a Deus. A fé que precisamos ter não é uma fé indolente; a fé que salva é aquela que opera pelo amor e purifica o ser. Quem quer levantar a Deus mãos santas, sem ira e sem rancor, andará inteligentemente no caminho dos mandamentos de Deus…

 

A fé e as obras nos manterão bem-equilibrados e nos tornarão bem-sucedidos na obra de aperfeiçoar o caráter cristão. Jesus declara: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus.” Mat. 7:21. Falando do alimento temporal, disse o apóstolo: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” II Tess. 3:10. A mesma regra se aplica a nossa nutrição espiritual; se alguém quer ter o pão da vida eterna, faça esforços para obtê-lo…

 

Não há desculpa para o pecado ou para a indolência. Jesus vai à frente e quer que sigamos os Seus passos. Ele sofreu, Ele Se sacrificou como nenhum de nós pode fazê-lo, para que pudesse colocar a salvação ao nosso alcance. Não precisamos ficar desalentados. Jesus veio a nosso mundo trazer poder divino ao homem, para que por meio de Sua graça possamos ser transformados à Sua semelhança.

 

Se está no coração obedecer a Deus, se são feitos esforços nesse sentido, Jesus aceita esta disposição e esforço como o melhor serviço do homem, e supre a deficiência com Seu mérito divino. Ele não aceitará os que alegam ter fé nEle e no entanto são desleais ao mandamento de Seu Pai. Muito ouvimos acerca de fé, mas precisamos ouvir muito mais acerca de obras. Muitos estão a enganar a própria alma, vivendo uma religião fácil, acomodatícia, sem cruz.

 

Mas diz Jesus: “Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-Me.” Mat. 16:24. (Fé e Obras, págs. 47-50)

 

A Palavra de Deus deve ser nosso guia, e não as opiniões ou idéias de homens. Os que desejam ser verdadeiramente santificados examinem a Palavra de Deus com paciência, com oração e com humilde contrição. Lembrem-se de que Jesus orou: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade.” João 17:17.

 

Cristianismo é simplesmente viver de toda palavra que procede da boca de Deus. Devemos crer e viver em Cristo, o qual é o caminho, a verdade e a vida. Temos fé em Deus quando cremos em Sua Palavra; confiamos em Deus e Lhe obedecemos quando guardamos os Seus mandamentos; e amamos a Deus quando amamos Sua lei. (Fé e Obras, pág. 122. [Ellen G. White])

Leia Mais