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Justa Obrigação

Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Mateus 18:27.

Na parábola, o senhor intimou à sua presença o devedor malvado e disse-lhe: ”Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.” Mat. 18:32-34. ”Assim”, disse Jesus, ”vos fará também Meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.” Mat. 18:35. Aquele que recusa perdoar, rejeita a única esperança de perdão.

Os ensinos dessa parábola não devem ser mal-aplicados, porém. O perdão de Deus não nos diminui de modo algum o nosso dever de obedecer-Lhe. Assim também o espírito de perdão para com nosso próximo não diminui o direito de justa obrigação. Na oração que Cristo ensinou aos discípulos, disse: ”Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.” Mat. 6:12. Com isso não queria Ele dizer que para nos serem perdoados os pecados não devemos requerer de nossos devedores nossos justos direitos. Se não puderem pagar, embora isso seja o resultado de má administração, não devem ser lançados na prisão, oprimidos ou mesmo tratados severamente; todavia a parábola tampouco nos ensina a animar a indolência. A Palavra de Deus declara: ”Se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” II Tess. 3:10. O Senhor não requer do trabalhador diligente que suporte outros na ociosidade. Para muitos, a causa de sua pobreza é um desperdício de tempo, uma falta de esforço. Se essas faltas não forem corrigidas por aqueles que com elas condescendem, tudo que se fizer em seu auxílio será como pôr riquezas em saco sem fundo. Todavia há uma pobreza inevitável, e devemos manifestar ternura e compaixão para com os desafortunados. Devemos tratar os outros como quereríamos ser tratados sob circunstâncias idênticas. Parábolas de Jesus, 247-248.


20/05/2022

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Orar e Crer

Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas. I Pedro 2:24-25.

Quando sentimos que pecamos, e não nos é possível orar, é o momento de orar. Talvez nos sintamos envergonhados e profundamente humilhados; devemos, porém, orar e crer. ”Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” I Tim. 1:15. O perdão, a reconciliação com Deus, não nos é concedido, como recompensa por nossas obras, não é outorgado em virtude dos méritos de homens pecadores, mas é uma dádiva feita a nós, a qual tem na imaculada justiça de Cristo o fundamento de Sua disposição.

Não devemos procurar diminuir nossa culpa escusando o pecado. Cumpre-nos aceitar a divina avaliação do pecado, e essa é deveras pesada. Unicamente o Calvário pode revelar a terrível enormidade do pecado. Caso devêssemos suportar nossa própria culpa, ela nos esmagaria. Mas o Inocente tomou-nos o lugar; conquanto não a merecesse, Ele assumiu a nossa iniqüidade. ”Se confessarmos os nossos pecados”, Deus ”é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” I João 1:9. Gloriosa verdade! – justo para com Sua lei, e todavia Justificador de todos quantos acreditam em Jesus. ”Quem, ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniqüidade e que Te esqueces da rebelião do restante da Tua herança? O Senhor não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade.” Miq. 7:18. Maior Discurso de Cristo, 115-116.


13/05/2022

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O Amor Perdoador de Deus

Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar. I Pedro 5:8.

 

Deus, em Cristo, ofereceu-Se por nossos pecados. Sofreu a cruel morte de cruz, carregou por nós o peso da culpa, ”o justo pelos injustos” (I Ped. 3:18), a fim de poder manifestar-nos Seu amor, e atrair-nos a Si. E diz: ”Sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Efés. 4:32.

Que Cristo, a divina Vida, habite em vós, e manifeste por vosso intermédio o amor de origem celeste que irá inspirar esperança no desalentado e levar paz ao coração ferido pelo pecado. Ao aproximar-nos de Deus, eis a condição que temos de satisfazer ao pisar o limiar – que, recebendo misericórdia de Sua parte, nos entreguemos a nós mesmos para revelar a outros Sua graça.

O elemento essencial para que possamos receber e comunicar o amor perdoador de Deus, é conhecer e crer o amor que Ele nos tem. I João 4:16. Satanás opera por meio de todo engano de que pode dispor a fim de não distinguirmos esse amor. Levar-nos-á a pensar que nossas faltas e transgressões têm sido tão ofensivas que o Senhor não tomará em consideração nossas orações, e não nos abençoará nem salvará. Não podemos ver em nós mesmos senão fraqueza, coisa alguma que nos recomende a Deus, e Satanás nos diz que é inútil; não podemos remediar nossos defeitos de caráter. Quando tentamos ir ter com Deus, o inimigo segreda: ”Não adianta orares; não praticaste aquela má ação? Não pecaste contra Deus, e não violaste tua consciência?” Temos, porém, o direito de dizer ao inimigo que ”o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo pecado”. I João 1:7. Maior Discurso de Cristo, 114-115.

Um dos pecados mais comuns, e que é seguido dos resultados mais perniciosos, é a tolerância de um espírito não disposto a perdoar. Quantos não abrigam animosidade ou espírito de vingança, e então curvam a cabeça diante de Deus e pedem para serem perdoados assim como perdoam. Certamente não podem possuir o verdadeiro senso do que esta oração importa, ou não a tomariam nos lábios. Testemunhos para a Igreja, Vol. 5, 170.


06/05/2022

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O Perdão de Deus e o Nosso

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. Mateus 6:12.

Jesus nos ensina que só poderemos receber o perdão de Deus se também nós perdoarmos aos outros. É o amor de Deus que nos atrai para Ele, e esse amor não nos pode tocar o coração sem criar amor por nossos irmãos.

Terminando a oração do Senhor, Jesus acrescentou: [Mat 6:14-15]. Aquele que não perdoa, obstrui o próprio conduto pelo qual, unicamente, pode receber misericórdia de Deus. Não deve pensar que, a menos que os que nos prejudicaram, confessem o mal, estamos justificados ao privá-los de nosso perdão. É dever deles, sem dúvida, humilhar o coração pelo arrependimento e confissão; cumpre-nos, porém, ter espírito de compaixão para com os que pecaram contra nós, quer confessem quer não suas faltas. Não importa quão cruelmente nos tenham ferido, não devemos acariciar nossos ressentimentos, simpatizando com nós mesmos pelos males que nos são causados; mas, como esperamos nos sejam perdoadas nossas ofensas contra Deus, cumpre-nos perdoar a todos os que nos têm feito mal.

O perdão, porém, tem sentido mais amplo do que muitos supõem. Dando a promessa de que perdoará ”abundantemente”, Deus acrescenta, como se o significado dessa promessa excedesse a tudo que pudéssemos compreender: ”Os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os Meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como os céus são mais altos do que a Terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” Isa. 55:8 e 9. O perdão de Deus não é meramente um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação. É não somente perdão pelo pecado, mas livramento do pecado. É o transbordamento de amor redentor que transforma o coração. Davi tinha a verdadeira concepção do perdão ao orar: ”Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.” Sal. 51:10. E noutro lugar ele diz: ”Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.” Sal. 103:12. O Maior Discurso de Cristo, 113-114.


29/04/22

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Transmitindo ao Próximo

A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. […] O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor. Romanos 13:8, 10.

Deus nos comunica Suas bênçãos, a fim de que as possamos transmitir a outros. Quando Lhe pedimos o pão de cada dia, Ele olha ao nosso coração a ver se o repartiremos com os mais necessitados que nós. Quando oramos: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador” (Lucas 18:13), observa para ver se manifestaremos compaixão àqueles com quem nos associamos. Esta é a prova de nossa ligação com Deus, que sejamos misericordiosos assim como nosso Pai no Céu.

Deus está sempre dando; e a quem são concedidos os Seus dons? Aos que são impecáveis no caráter? “Faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.” Mateus 5:45. Não obstante a pecaminosidade do gênero humano, não obstante tantas vezes ofendermos o coração de Cristo e nos demonstrarmos tão ingratos, ainda ao Lhe pedirmos perdão Ele não nos repele. Seu amor nos é abundantemente oferecido, e Ele nos recomenda: “Que vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei a vós.” João 13:34. Testemunhos para a Igreja, Vol. 6, 283-284.

É fazendo as obras de Cristo, atendendo como Ele aos sofredores e aflitos, que nós devemos aperfeiçoar o caráter cristão. É para o nosso bem que Deus nos convida a praticar a abnegação por amor de Cristo, a levar a cruz, a trabalhar e nos sacrificarmos procurando salvar o que está perdido. […]

Pela graça de Cristo, nossos esforços para abençoar os outros, não são apenas o meio de nosso crescimento na graça, mas também aumentam nossa felicidade futura e eterna. Aos que têm sido coobreiros de Cristo, dir-se-á: ”Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.” Mat. 25:23. (RH, 27 de junho de 1893). Conselhos sobre Mordomia, 164.


22/04/22

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O Pão Espiritual

Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. João 6:33.

A oração pelo pão de cada dia inclui, não somente o alimento para sustentar o corpo, mas aquele pão espiritual que nos nutrirá para a vida eterna. Jesus nos ordena: ”Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna.” João 6:27. Ele diz: ”Eu sou o pão vivo que desceu do Céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre.” João 6:51. Nosso Salvador é pão da vida, e é mediante a contemplação de Seu amor, e recebendo esse amor no coração, que nos nutrimos do pão que desceu do Céu.

Recebemos a Cristo por meio de Sua Palavra; e o Espírito Santo é dado a fim de esclarecer a Palavra ao nosso entendimento, impressionando-nos o coração com suas verdades. Devemos dia a dia orar para que, ao lermos Sua Palavra, Deus envie Seu Espírito a fim de que se nos revele a verdade que nos fortaleça a alma para a necessidade do dia.

Ensinando-nos a pedir cada dia o que necessitamos – tanto as bênçãos temporais como as espirituais – Deus tem um propósito para nosso bem. Deseja que reconheçamos nossa dependência de Seu constante cuidado; pois procura atrair-nos em comunhão com Ele. Nessa comunhão com Cristo, mediante a oração e o estudo das grandes e preciosas verdades de Sua Palavra, seremos alimentados, como almas que têm fome; como os que têm sede, seremos saciados à fonte da vida. Maior Discurso de Cristo, 112.

Cristo ensinou Seus discípulos a orar: ”O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” Mat. 6:11. E apontando às flores, dava-lhes esta segurança: ”Se Deus assim veste a erva do campo, … não vos vestirá muito mais a vós?” Mat. 6:30. Cristo está constantemente operando para atender a esta oração e cumprir esta promessa. Um poder invisível está trabalhando continuamente para servir ao homem, para alimentá-lo e vesti-lo. Nosso Senhor emprega muitos meios para fazer da semente, aparentemente desperdiçada, uma planta viva. E supre, em proporção conveniente, tudo quanto é requerido para produzir a colheita. Parábolas de Jesus, 81.


15/04/22

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O Pão Diário – Parte II

Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Romanos 8:31-32.

Aquele que abrandava os cuidados e ansiedades de Sua mãe viúva, e a ajudava a prover a casa de Nazaré, compreende toda mãe em sua luta por prover alimento aos filhos. O que Se compadeceu das turbas porque ”estavam fatigadas e derramadas” (Mat. 9:36, Versão Trinitariana), ainda Se compadece dos pobres sofredores. Sua mão está estendida para eles em uma bênção; e na própria oração que ensinou aos Seus discípulos, ensina-nos a lembrar os pobres.

Quando oramos: ”O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mat. 6:11), pedimos para outros da mesma maneira que para nós mesmos. E reconhecemos que aquilo que Deus nos dá não é somente para nós. Deus nos dá em depósito, a fim de podermos alimentar os famintos. Em Sua bondade, providenciou para os pobres. (Sal. 68:10.) E Ele diz: ”Quando deres um jantar ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos. … Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado serás na ressurreição dos justos.” Luc. 14:12-14.

”Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra.” II Cor. 9:8. ”O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” II Cor. 9:6. Maior Discurso de Cristo, 111-112.


08/04/22

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O Pão Diário

O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Mateus 6:11.

A primeira metade da oração que Jesus nos ensinou, diz respeito ao nome, ao reino e à vontade de Deus – que Seu nome seja honrado, Seu reino estabelecido, e Sua vontade cumprida. Depois de assim haverdes tornado o serviço de Deus a primeira coisa em vosso interesse, podeis pedir com confiança de que vossas próprias necessidades serão supridas. Se renunciastes ao próprio eu, entregando-vos a Cristo, sois um membro da família de Deus, e tudo quanto há na casa de vosso Pai vos pertence. Todos os tesouros de Deus vos estão franqueados – tanto o mundo que agora existe, como o por vir. O ministério dos anjos, o dom de Seu Espírito, as atividades de Seus servos – tudo é para vós. O mundo, com tudo que nele há, pertence-vos até onde isto seja para vosso benefício. A própria inimizade do maligno se demonstrará uma bênção, na disciplina que vos proporciona para o Céu. Se vós sois de Cristo, ”tudo é vosso”. I Cor. 3:21.

Sois, porém, como uma criança a quem não se confia ainda a direção de sua herança. Deus não vos entrega vossa preciosa possessão, para que Satanás, por seus astutos ardis, não vos engane, como fez com o primeiro par no Éden. Cristo a mantém para vós, além do alcance do espoliador. Como a criança, recebereis dia a dia o necessário para a necessidade diária. Cada dia deveis orar: ”O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” Mat. 6:11. Não desanimeis se não tendes o suficiente para amanhã. Tendes a garantia de Sua promessa: ”Habitarás na Terra e, verdadeiramente, serás alimentado.” Sal. 37:3. Diz Davi: ”Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.” Sal. 37:25. Aquele Deus que mandou os corvos alimentarem Elias junto à fonte de Querite, não passará por alto um de Seus filhos fiéis, pronto a se sacrificar. A respeito daquele que anda em justiça, está escrito: ”O seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas.” Isa. 33:16. ”Não serão envergonhados nos dias maus e nos dias de fome se fartarão.” Sal. 37:19. Maior Discurso de Cristo, 110.


01/04/22

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Espírito Missionário

Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo? Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele. João 4:28-30.

O espírito missionário nos habilita a apreciar melhor as palavras da Oração do Senhor, quando Ele nos ordena orar: ”Venha o Teu reino. Seja feita a Tua vontade, tanto na Terra como no Céu.” Mat. 6:10. O espírito missionário amplia nossos pensamentos e nos coloca em união com todos os que têm compreensão da expansiva influência do Espírito Santo. Fundamentos da Educação Cristã, 210.

Os membros devem contribuir alegremente para a manutenção do ministério. Devem exercer abnegação e economia, a fim de não ficar atrás em nenhum valioso dom. Somos peregrinos e estrangeiros, procurando uma pátria melhor, e toda alma deve fazer com Deus um concerto com sacrifício. […]

E é dever dos que trabalham na palavra e na doutrina manifestar um justo espírito de sacrifício. Repousa sobre aqueles que recebem os liberais donativos da igreja, e administram os meios no tesouro de Deus, uma solene responsabilidade. Cumpre-lhes estudar cuidadosamente as providências do Senhor, a fim de discernir onde existe a maior necessidade. Eles têm de ser colaboradores de Cristo no estabelecer Seu reino na Terra, em harmonia com a oração do Salvador. […]

Deve-se considerar a obra em todo o mundo. Novos campos têm de ser penetrados. Lembrem-se nossos irmãos de que se exigem muitos meios e muito trabalho árduo para levar a obra avante em novos campos. OE 454.

Professamos acreditar que a comissão que Cristo deu aos discípulos também é determinada a nós. Estamos cumprindo isso? Queira Deus perdoar nossa terrível negligência ao não fazermos o trabalho que até agora tocamos escassamente com as pontas de nossos dedos. Testemunhos para a Igreja, Vol. 8, 35.


25/03/22

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Tua Vontade na Terra e Céu

Por isso também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade, e a obra da fé com poder; para que o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo seja em vós glorificado, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. II Tessalonicenses 1:11-12.

A vontade de Deus exprime-se nos preceitos de Sua santa lei, e os princípios desta lei são os mesmos princípios do Céu. Os anjos celestes não atingem mais alto conhecimento do que saber a vontade de Deus; e fazer Sua vontade é o mais elevado serviço em que se possam ocupar suas faculdades.

No Céu, porém, o serviço não é prestado no espírito de exigência legal. Quando Satanás se rebelou contra a lei de Jeová, a idéia de que existia uma lei ocorreu aos anjos quase como o despertar para uma coisa em que não se havia pensado. Em seu ministério, os anjos não são como servos, mas como filhos. Existe perfeita unidade entre eles e seu Criador. A obediência não lhes é pesada. O amor para com Deus torna o Seu serviço uma alegria. Assim, em toda alma em que Cristo, a esperança da glória, habita, ecoam Suas palavras: ”Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração.” Sal. 40:8.

A petição: ”Seja feita a Tua vontade, tanto na Terra como no Céu” (Mat. 6:10), é uma oração para que o reino do mal termine na Terra, o pecado seja para sempre destruído, e o reino da justiça se venha a estabelecer. Então, na Terra como no Céu se cumprirá ”todo o desejo da Sua bondade”. II Tess. 1:11. Maior Discurso de Cristo, 109-110.

O Salvador viveu neste mundo aquela vida que o amor a Deus constrangerá todo verdadeiro crente em Cristo a viver. Ao seguir-Lhe o exemplo, em nossa obra médico-missionária, revelaremos ao mundo que nossas credenciais procedem do alto, que como representantes do reino do Céu estamos cumprindo as palavras da Oração do Senhor: ”Venha o Teu reino.” Mat. 6:10. (Man. 130, 1902). Medicina e Salvação, 23.


18/03/22

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