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A Regra de Ouro

E como vós quereis que os homens vos façam,
da mesma maneira lhes fazei vós, também. Lucas 6:31.

 

A regra áurea é o princípio da verdadeira cortesia, e sua mais genuína ilustração se manifesta na vida e no caráter de Jesus. Oh! que suave e bela influência partia da vida diária de nosso Salvador! Que doçura exalava só de Sua presença! O mesmo espírito se revelará em Seus filhos. Aqueles em quem Cristo habita, serão circundados duma atmosfera divina. Suas brancas vestes de pureza exalarão o perfume do jardim do Senhor. Seus rostos refletirão a luz do Seu, iluminando o trilho para pés fatigados e prontos a tropeçar.

Homem algum que tenha o verdadeiro ideal quanto a um caráter perfeito, deixará de manifestar o espírito de compreensão e ternura de Cristo. A influência da graça há de abrandar o coração, refinar e purificar os sentimentos, dando uma delicadeza e um senso de correção de origem celeste.

Mas há ainda uma significação mais profunda na regra áurea. Todo aquele que foi feito mordomo da multiforme graça de Deus, é chamado a comunicá-la a almas que jazem na ignorância e nas trevas, da mesma maneira que, estivesse ele no lugar dessas almas, desejaria que elas lha comunicassem. Disse o apóstolo Paulo: ”Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.” Rom. 1:14. Por tudo quanto tendes aprendido acerca do amor de Deus, por tudo quanto tendes recebido dos ricos dons de Sua graça acima da mais entenebrecida e degradada alma da Terra, sois devedores para com essa alma no sentido de lhe comunicar esses dons.

Da mesma maneira quanto aos dons e bênçãos desta vida: tudo quanto possuís acima de vossos semelhantes, coloca-vos, na mesma proporção, em débito para com os menos favorecidos. Possuamos nós fortuna, ou mesmo os confortos da vida, achamo-nos na mais solene obrigação de cuidar dos sofredores enfermos, das viúvas e dos órfãos, exatamente como desejaríamos que eles cuidassem de nós, caso se invertessem as condições. O Maior Discurso de Cristo, 135-136.

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«Amarás o Teu Próximo como a Ti Mesmo»

Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam,
fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. Mateus 7:12.

 

A seguir a certeza do amor de Deus para conosco, Jesus recomenda amar-nos uns aos outros, em um vasto princípio que abrange todas as relações dos homens entre si.

Os judeus se interessavam no que deviam receber; a preocupação que os fazia ansiosos era garantir-se aquilo a que se julgavam com direito quanto ao poder, ao respeito e ao serviço. Cristo ensina, porém, que nossa ansiedade não devia ser: Quanto devemos receber? mas: Quanto podemos dar? A norma de nossa obrigação para com os outros é-nos apresentada naquilo que nós mesmos consideramos como sua obrigação para conosco.

Em vossa associação com outros, colocai-vos em seu lugar. Penetrai-lhes nos sentimentos, nas dificuldades, nas decepções, nas alegrias e tristezas. Identificai-vos com eles, e depois, fazei-lhes como, se fossem trocados os lugares, desejaríeis que eles procedessem para convosco. Essa é a verdadeira regra da honestidade. É outra expressão da lei: ”Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Mat. 22:39. E isso constitui a substância dos ensinos dos profetas. É um princípio do Céu, e desenvolver-se-á em todos quantos se acharem habilitados a participar de sua santa convivência. O Maior Discurso de Cristo, 134-135.

”Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós.” Mat. 7:12. O Salvador ensinou este princípio para tornar feliz a humanidade, e não infeliz; pois de nenhum outro modo pode vir a felicidade. (Man. 132, 1902). Mente, Caráter e Personalidade, Vol. 2, 645.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 20 de novembro de 2020.

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Os Dias Escuros

Exultai, ó céus, e alegra-te, ó terra, e vós, montes, estalai com júbilo,
porque o SENHOR consolou o seu povo, e dos seus aflitos se compadecerá. Isaías 49:13.

 

Para os que, nos dias escuros, julgam que Deus os esqueceu, eis a mensagem do coração do Pai: ”Sião diz: Já me desamparou o Senhor; o Senhor Se esqueceu de mim. Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, Eu, todavia, Me não esquecerei de ti. Eis que, na palma das Minhas mãos, te tenho gravado.” Isa. 49:14-16.

Toda promessa na Palavra de Deus nos fornece assunto de oração, apresentando a empenhada palavra de Jeová como nossa garantia. Seja qual for a bênção espiritual de que necessitemos, cabe-nos o privilégio de reclamá-la por meio de Jesus. Podemos dizer ao Senhor, com a singeleza de uma criança, justamente o que necessitamos. Podemos declarar-Lhe nossos negócios temporais, pedindo-Lhe pão e roupa da mesma maneira que o pão da vida e o vestido da justiça de Cristo. Vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas estas coisas, e sois convidados a pedir-Lhas. É mediante o nome de Jesus que se recebe todo favor. Deus honrará esse nome, e suprirá vossas necessidades dos tesouros de Sua liberalidade.

Não esqueçais, porém, que, ao vos chegardes a Deus como vosso Pai, reconheceis vossa relação de filho. Não somente confiais em Sua bondade, mas em tudo vos submeteis ao Seu querer, sabendo que Seu amor é imutável. Entregai-vos para fazer-Lhe o serviço. Foi àqueles a quem Jesus mandou que buscassem primeiro o reino de Deus e Sua justiça, que Ele deu a promessa: ”Pedi e recebereis.” João 16:24.

Os dons dAquele que tem todo poder no Céu e na Terra, estão reservados para os filhos de Deus. Dons tão preciosos que nos advêm por intermédio do precioso sacrifício do sangue do Redentor; dons que satisfarão os mais profundos anseios do coração; dons tão perduráveis como a eternidade, serão recebidos e desfrutados por todos os que se aproximarem de Deus como criancinhas. Tomai as promessas de Deus como vos pertencendo, alegai-as diante dEle como Suas próprias palavras, e recebereis a plenitude da alegria. O Maior Discurso de Cristo, 133-134.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 13 de novembro de 2020.

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Contai Tudo a Jesus

Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos. Provérbios 23:26.

 

Jesus apreciaria que os filhos na juventude viessem a Ele com a mesma confiança com que vão a seus pais. Como uma criança suplica pão ao pai ou à mãe quando está com fome, assim o Senhor gostaria que Seus filhos viessem a Ele em suas necessidades. …

Jesus conhece as necessidades das crianças, e tem prazer em ouvir suas orações. Que as crianças fechem a porta ao mundo e a tudo que lhes apartariam os pensamentos de Deus; e sintam que estão sozinhos com Deus, que Seus olhos penetram o íntimo do coração e lêem o desejo da alma, e que podem falar com Deus. …

Então, crianças, pedi a Deus que faça por vós o que vós mesmas não podeis fazer. Contai tudo a Jesus. Abri perante Ele os segredos de vosso coração; pois os Seus olhos perscrutam o mais íntimo recesso da alma, e Ele lê vossos pensamentos como num livro aberto. Quando pedirdes o que for necessário para o bem de vossa alma, crede que o recebereis, e tê-lo-eis. (The Youth’s Instructor, 7 de julho de 1892). Lar Adventista, 299.

Apresente-se a verdade tal como é em Jesus, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali. Falai do amor de Deus com palavras de fácil compreensão. A verdade bíblica apresentada com a humildade e o amor de Jesus exercerá influência notável sobre muitas mentes.

Muitas almas estão famintas do pão da vida. Seu clamor é: ”Dai-me pão; e não me deis uma pedra. É pão que eu preciso.” Alimentai essas almas que perecem, que morrem de fome. Lembrem-se nossos pastores de que o alimento mais sólido não é para ser dado às crianças que não conhecem os rudimentos da verdade como nós a cremos. Em cada época teve o Senhor uma mensagem especial para o povo desse tempo; assim nós temos uma mensagem para o povo nesta era. Mas se bem que tenhamos muita coisa para dizer, podemos ver-nos obrigados a reter algumas delas por algum tempo, porque as pessoas não estão preparadas para recebê-las agora. (RH, 14 de outubro de 1902). Evangelismo, 199-200.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 6 de novembro de 2020.

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«Quanto Mais Vosso Pai»

E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? Mateus 7:9-11.

 

Jesus olhava aos que se achavam reunidos a ouvir-Lhe as palavras, desejando ansiosamente que a grande multidão apreciasse a misericórdia e a amorável bondade de Deus. Para ilustrar a necessidade deles, e a divina boa vontade de dar, apresenta-lhes o quadro de uma criança com fome, pedindo pão a seus pais terrestres. ”E qual dentre vós é o homem”, disse, ”que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?” Mat. 7:9. Apela para a terna e natural afeição de um pai para seu filho, e depois diz: ”Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará bens aos que Lhe pedirem?” Mat. 7:11. Homem algum que tenha um coração de pai, se desviaria de seu filho com fome, a pedir pão. Poderiam eles imaginá-lo capaz de gracejar com a criança ou de martirizá-la despertando-lhe a esperança, só para depois a decepcionar? Prometeria ele dar-lhe bom e nutritivo alimento, para depois dar-lhe uma pedra? E desonraria alguém a Deus imaginando que Ele não atendesse aos apelos de Seus filhos?

Se vós, pois, sendo humanos e maus, ”sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” Luc. 11:13. O Espírito Santo, Seu próprio representante, é o maior de todos os dons. Todas as ”boas coisas” (Mat. 7:11) se acham compreendidas nesse dom. O próprio Criador não nos pode dar coisa alguma maior, coisa alguma melhor. Quando rogamos ao Senhor que tenha piedade de nós em nossa aflição, e nos guie por Seu Santo Espírito, Ele nunca rejeitará nossa oração. É possível que mesmo um pai terrestre desatenda a seu filho com fome, mas Deus jamais desprezará o grito do necessitado e ansioso coração. Com que maravilhosa ternura descreveu Ele o Seu amor! O Maior Discurso de Cristo, 131-132.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 30 de outubro de 2020.

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