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O Dever e o Amor

E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Lucas 6:41.

 

Nem mesmo a sentença ”Tu, que julgas, fazes o mesmo” (Rom. 2:1), alcança a magnitude do pecado daquele que presume criticar e condenar a seu irmão. Jesus disse: ”Por que reparas tu no argueiro que está no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?” Mat. 7:3.

Suas palavras se aplicam à pessoa que é pronta em discernir um defeito nos outros. Quando pensa que descobriu uma imperfeição no caráter ou na vida, é extremamente zelosa em buscar apontá-la; mas Jesus declara que o próprio traço de caráter desenvolvido pelo fazer esta obra anticristã é, em comparação com a falta criticada, como uma trave em comparação com um argueiro. É a própria falta do espírito de paciência e amor que o leva a fazer um mundo de um simples átomo. Aqueles que nunca experimentaram a contrição de uma completa entrega a Cristo, não manifestam em sua vida a suavizadora influência do amor do Salvador. Representam mal o brando, cortês espírito do evangelho, e ferem almas preciosas, por quem Cristo morreu. Segundo a figura empregada por nosso Salvador, aquele que condescende com o espírito de censura é culpado de um pecado maior do que aquele a quem acusa; pois não somente comete o mesmo pecado, como acrescenta ao mesmo presunção e espírito de crítica. O Maior Discurso de Cristo, 125.

Devem vencer o hábito de criticar pequenas coisas que julgam erradas. Sejam tolerantes, generosos e caridosos no julgamento de pessoas e coisas. Abram o coração à luz. Lembrem-se de que o Dever tem um irmão gêmeo –o Amor; unidos, ambos podem realizar quase tudo; mas, separados, nenhum é capaz de fazer o bem. […]

Vocês devem ser firmes em seguir os ditames de uma consciência esclarecida e suas convicções do dever; mas também guardar-se contra a intolerância e o preconceito. Não adotem um espírito farisaico. Testemunhos para a Igreja, Vol. 4, 62.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 18 de setembro de 2020.

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Não vos Ponhais como Norma

Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. Mateus 7:2.

 

O povo partilhava, em grande parte, do mesmo espírito [dos fariseus], penetrando nos domínios da consciência, e julgando-se uns aos outros em assuntos que diziam respeito à alma e Deus. Foi com referência a esse espírito e prática, que Jesus disse: ”Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mat. 7:1. Isto é, não vos ponhais como norma. Não façais de vossas opiniões, vossos pontos de vista quanto ao dever, vossas interpretações da Escritura, um critério para outros, condenando-os em vosso coração se não atingem vosso ideal. Não critiqueis a outros, conjeturando os seus motivos, e formando juízos. ”Nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações.” I Cor. 4:5. Não nos é possível ler o coração. Faltosos nós mesmos, não nos achamos capacitados para assentar-nos como juízes dos outros. Os homens finitos não podem julgar se não pelas aparências. Unicamente Àquele que conhece as ocultas fontes da ação, e que trata terna e compassivamente, pertence decidir o caso de cada alma.

“És inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.” Rom. 2:1. Portanto aqueles que condenam ou criticam a outros, proclamam-se eles próprios culpados; pois fazem a mesma coisa. Ao condenarem outros, estão sentenciando-se a si mesmos; e Deus declara justa esta sentença. Ele aceita o veredicto deles próprios contra si. O Maior Discurso de Cristo, 123-124.


Há pessoas precipitadas em seu desejo de reformar o que lhes parece não estar direito. […] Dizem, por suas ações: “Posso fazer grandes coisas. Sou capaz de levar a obra avante com êxito.” Tenho instruções para dizer aos que julgam que sabem tão bem evitar os erros: “Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mateus 7:1. Talvez possam evitar o erro em certos pontos, mas em outros, estão sujeitos a cometer sérios desatinos, bem difíceis de remediar, e que trariam confusão à obra. Esses erros seriam mais prejudiciais do que os que foram cometidos por seus irmãos.
Testemunhos para a Igreja, Vol. 7, 279.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 11 de setembro de 2020.

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Mesquinhos Espias e Juízes Egocêntricos

Não julgueis, para que não sejais julgados. Mateus 7:1.

 

Não vos julgueis melhores que outros homens, nem vos arvoreis em juízes seus. Uma vez que não vos é dado discernir os motivos, sois incapazes de julgar um ao outro. Ao criticá-lo, estais-vos sentenciando a vós mesmos; pois mostrais ter parte com Satanás, o acusador dos irmãos. O Senhor diz: ”Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” II Cor. 13:5. Eis nossa tarefa. O Desejado de Todas as Nações, 314.

 

O esforço de obter a salvação pelas próprias obras leva inevitavelmente os homens a amontoar exigências como uma barreira contra o pecado. Pois, vendo que falham no observar a lei, imaginam regras e regulamentos eles próprios, para se obrigarem a obedecer. Tudo isto desvia a mente, de Deus para si mesmos. Seu amor extingue-se-lhes no coração, e com ele perece o amor para com seus semelhantes. Um sistema de invenção humana, com suas múltiplas exigências, induz seus adeptos a julgar a todos quantos faltem à prescrita norma humana. A atmosfera de crítica egoísta e estreita, sufoca as nobres e generosas emoções, fazendo com que os homens se tornem egocêntricos juízes e mesquinhos espias.

Desta classe eram os fariseus. Saíam dos seus cultos religiosos, não humilhados com o senso da própria fraqueza, não agradecidos pelos grandes privilégios a eles concedidos por Deus. Saíam cheios de orgulho espiritual, e seu tema era: ”Eu mesmo, meus sentimentos, meus conhecimentos, meus caminhos.” Suas próprias realizações tornavam-se a norma pela qual julgavam os outros. Revestindo-se das vestes da própria dignidade, arrogavam-se a cadeira de juízes para criticar e condenar. O Maior Discurso de Cristo, 123.

 


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 4 de setembro de 2020.

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Deus Proverá

Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Jeremias 29:11.

 

Deus não condena a prudência e a previsão no uso das coisas desta vida, mas o cuidado febril, a ansiedade indébita, com relação às coisas do mundo não estão de acordo com a Sua vontade. (RH, 1º de março de 1887). Conselhos sobre Mordomia, 159.

Embora devam os homens cuidar de que nenhuma concessão da providência seja gasta desnecessariamente, o espírito de avareza, de adquirir, terá de ser vencido. Essa disposição levará à ganância e ao trato injusto, que Deus abomina. […] Embora vossa subsistência tenha de ser alcançada no suor de vosso rosto, não deveis descrer de Deus, pois no grande plano de Sua providência, suprir-vos-á, dia a dia, as necessidades. Essa lição de Cristo é uma censura aos pensamentos de ansiedade, às perplexidades e dúvidas do coração incrédulo. Homem algum pode acrescentar um côvado sequer à sua estatura, por mais ansioso que esteja de fazê-lo. Não é menos irrazoável estar preocupados quanto ao amanhã e às suas necessidades. (RH, 18 de setembro de 1888). Idem, 227-228.

Ele prometeu que como os nossos dias será a nossa força. […] Muitos, porém, se preocupam pela antecipação de aflições futuras. Estão continuamente a trazer para hoje as preocupações de amanhã. Assim, grande parte de suas tribulações são imaginárias. Para essas, Jesus não tomou providências. […]

O hábito de ficar pensando em males antecipados não é sábio nem cristão. Assim fazendo, deixamos de desfrutar as bênçãos e aproveitar as oportunidades do presente. O Senhor exige que cumpramos os deveres do dia de hoje, e lhe suportemos as provas. Hoje, devemos vigiar a fim de não pecarmos por palavras e atos. […] Precisamos buscar hoje a Deus, e estar decididos a não ficar satisfeitos sem Sua presença. Devemos vigiar e trabalhar e orar como se este fosse o último dia a nós concedido. Quão intensamente zelosa, então, seria nossa vida! Quão de perto seguiríamos a Jesus em todas as nossas palavras e ações! Testemunhos para a igreja, Vol. 5, 200.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 28 de agosto de 2020.

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A Melhor Preparação

Porque assim diz o Senhor DEUS, o Santo de Israel: Voltando e descansando sereis salvos; no sossego e na confiança estaria a vossa força, mas não quisestes. Isaías 30:15.

”Não vos inquieteis pois pelo dia de amanhã.” Devemos seguir a Cristo dia a dia. Deus não provê auxílio para amanhã. Não dá a Seus filhos imediatamente todas as instruções para a jornada da vida, para que não fiquem confundidos. Diz-lhes apenas quanto possam conservar na memória e realizar. A força e a sabedoria comunicadas destinam-se à emergência do momento. ”Se algum de vós tem falta de sabedoria” – para o dia de hoje – ”peça a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.” Tia. 1:5. O Desejado Todas as Nações, 313.

O cumprimento fiel dos deveres de hoje é a melhor preparação para as provas de amanhã. Não penseis em toda as dificuldades e cuidados de amanhã, ajuntando-os ao fardo de hoje. ”Basta a cada dia o seu mal.” Mat. 6:34. A Ciência do Bom Viver, 481.

Não devemos condescender com cuidados que apenas nos impacientem e fatiguem, mas não nos auxiliam a suportar as provações. Nenhum lugar deve dar-se àquela desconfiança para com Deus, a qual nos leva a fazer dos preparativos para as futuras necessidades a principal preocupação da vida, como se nossa felicidade consistisse nessas coisas terrestres. Não é vontade de Deus que Seu povo se sobrecarregue de cuidados. Nosso Senhor, porém, não nos diz que não há perigos em nosso caminho. Não Se propõe tirar Seu povo do mundo de pecado e mal, mas aponta-nos um refúgio que nunca falha. Convida o cansado e carregado de cuidados: ”Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.” Deponde o jugo da ansiedade e cuidados mundanos que vos impusestes, e ”tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”. Mat. 11:28 e 29. Podemos encontrar descanso e paz em Deus, lançando sobre Ele todos os nossos cuidados; pois Ele cuida de nós. I Ped. 5:7. Patriarcas e Profetas, 294.

 


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 21 de agosto de 2020.

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O Dia de Hoje

Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Mateus 6:34.

 

Se vos entregastes a Deus, para fazer a Sua obra, não precisais estar ansiosos pelo dia de amanhã. Aquele de quem sois servo, conhece o fim desde o princípio. Os acontecimentos do amanhã, ocultos a vossos olhos, acham-se à vista dAquele que é onipotente.

Quando tomamos em nossas mãos o manejo das coisas com que temos de lidar, e confiamos em nossa própria sabedoria quanto ao êxito, chamamos sobre nós um fardo que Deus não nos deu, e estamos a levá-lo sem Sua ajuda. Estamos tomando sobre nós mesmos a responsabilidade que pertence a Deus, pondo-nos, na verdade, assim, em Seu lugar. Podemos bem ter ansiedade e antecipar perigos e perdas; pois isto é certo sobrevir-nos. Mas quando deveras acreditamos que Deus nos ama, e nos quer fazer bem, cessamos de afligir-nos a respeito do futuro. Confiaremos em Deus assim como uma criança confia em um amoroso pai. Então desaparecerão nossas turbações e tormentos; pois nossa vontade fundir-se-á com a vontade de Deus.

Cristo não nos deu promessa alguma de auxílio para quando levarmos hoje os fardos de amanhã. Disse Ele: ”Minha graça te basta” (II Cor. 12:9); mas, como o maná dado no deserto, Sua graça é concedida diariamente, para a necessidade do dia. Como as multidões de Israel em sua vida de peregrinos, encontraremos manhã após manhã o pão do Céu para a provisão do dia.

Um dia de cada vez nos pertence, e durante o mesmo cumpre-nos viver para Deus. Por esse dia devemos colocar na mão de Cristo, em solene serviço, todos os nossos desígnios e planos, depondo sobre Ele toda a nossa solicitude, pois tem cuidado de nós. […]

Se buscardes o Senhor e vos converterdes cada dia; se, por vossa própria escolha espiritual, fordes livres e felizes em Deus; se, com satisfeito consentimento do coração a Seu gracioso convite, vierdes e tomardes o jugo de Cristo – o jugo da obediência e do serviço – todas as vossas murmurações emudecerão, remover-se-ão todas as vossas dificuldades, todos os desconcertantes problemas que ora vos defrontam se resolverão. O Maior Discurso de Cristo, 100-101.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2020, para o pôr-do-sol de 14 de agosto de 2020.

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Obedecer e Confiar

E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. I João 2:17.

Cristo apela aos membros de Sua igreja para que alimentem a verdadeira e genuína esperança do evangelho. Aponta-lhes para cima, afirmando-lhes nitidamente estarem as riquezas que perduram em cima, e não embaixo. A esperança deles está no Céu, não na Terra. ”Buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua Justiça”, diz Ele, e ”todas essas coisas” – tudo o que é essencial ao nosso bem – ”vos serão acrescentadas”. Mat. 6:33. (RH, 23 de junho de 1904). Conselhos Sobre Mordomia, 218. (mais…)

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O Reino de Deus e a Sua Justiça

Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33.

O povo que escutava as palavras de Cristo, aguardava ainda ansiosamente qualquer anúncio do reino terrestre. Enquanto Jesus lhes descerrava os tesouros do Céu, a questão principal em muitos espíritos, era: Em que maneira podemos, ligando-nos a Ele, aumentar nossas perspectivas terrenas? Jesus mostrou como, fazendo das coisas do mundo sua suprema ansiedade, eles se assemelhavam às nações pagãs que os rodeavam, vivendo como se não existisse Deus, com Seu terno cuidado em torno de Suas criaturas. (mais…)

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A Singela Beleza Natural

Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas. Mateus 6:31-32.

A Bíblia ensina modéstia no vestuário. ”Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto.” I Tim. 2:9. Isto proíbe ostentação nos vestidos, cores berrantes, profusa ornamentação. Tudo que tenha o objetivo de chamar a atenção para a pessoa, ou provocar admiração, está excluído do traje modesto recomendado pela Palavra de Deus. Ciência do Bom Viver, 287.

Nosso vestuário deve ser asseado. O desasseio nesse sentido é nocivo à saúde, e portanto contaminador para o corpo e a alma. ”Sois o templo de Deus. … Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá.” I Cor. 3:16 e 17. (mais…)

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Do Artificial para o Natural

Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. Cantares 2:1.

Pais e mães, fazei com que vossos filhos aprendam das flores. Levai-os convosco ao jardim e ao campo e para baixo das frondosas árvores, e ensinai-lhes a ler na natureza a mensagem do amor de Deus. Que a lembrança dEle esteja ligada aos pássaros, às flores e às árvores. Levai as crianças a ver em tudo quanto é belo e aprazível uma expressão do amor de Deus para elas. Tornai-lhes vossa religião desejável, apresentando-a pelo lado atrativo. Esteja em vossos lábios a lei da bondade. (mais…)

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