Os Anjos no Getsêmani

E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão. Lucas 22:43-44.

 

            O universo celestial havia observado com intenso interesse toda a vida de Cristo – cada passo, desde a manjedoura até a presente cena assombrosa. E que cena era essa para milhares e dezenas de milhares de anjos, querubins e serafins contemplarem! (ST, 9 de dezembro de 1897).

            Contemplaram o Filho de Deus, seu amado Comandante, em Sua sobre-humana agonia, aparentemente morrendo no campo de batalha para salvar um mundo perdido e a perecer. Todo o Céu ouvira aquela oração de Cristo. […]

               Viram o Senhor envolto por legiões de forças satânicas, Sua natureza humana vergada por um horrendo e misterioso pavor. (ST, 09/12/1897).

            Os anjos que haviam feito a vontade de Cristo no Céu, desejavam ansiosamente confortá-Lo; entretanto, estava além de suas forças aliviar Suas tristezas. Eles jamais haviam sentido os pecados de um mundo arruinado, de modo que apenas podiam contemplar com assombro o objeto de sua adoração, agora sujeito a uma inexprimível tristeza. Embora os discípulos houvessem fracassado em simpatizar com o Salvador na hora mais tremenda de Seu conflito, todo o Céu encheu-se de simpatia e esperou pelo resultado com doloroso interesse. (Present Truth, 03/12/1885).

               Três vezes a súplica por livramento brotara dos lábios de Cristo. Os Céus, não mais podendo suportar a cena, enviaram um mensageiro de consolação ao prostrado Filho de Deus, desfalecendo e morrendo sob a acumulada culpa do mundo. (Present Truth, 18 de fevereiro de 1886).

               Gabriel é enviado para fortalecer o divino Sofredor, animando-O a prosseguir no caminho manchado de sangue. ST 09/12/1897. Verdades Sobre os Anjos 193-195.

               Enquanto o anjo sustenta Seu corpo prestes a desfalecer, Cristo tomou o amargo cálice e consente em beber seu conteúdo. Diante do Cristo sofredor surge o gemido de um mundo perdido e moribundo, e brotam dos lábios manchados de sangue as palavras: “Contudo, se o homem deve perecer a menos que Eu beba este amargo cálice, seja feita a Tua vontade, não a Minha”. (Signs of the Times, 9 de dezembro de 1897). Comentário Bíblico, Vol. 5, 1123.

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