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Jesus – Nosso Modelo

Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. I João 5:2-4.

 

            Satanás declarara que era impossível ao homem obedecer aos mandamentos de Deus; e é verdade que por nossa própria força não lhes podemos obedecer. Cristo, porém, veio na forma humana, e por Sua perfeita obediência provou que a humanidade e a divindade combinadas podem obedecer a todos os preceitos de Deus. Parábolas de Jesus, 314.

            O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente.

            O Senhor Jesus pôs uma ponte sobre o abismo causado pelo pecado. Ele ligou a Terra com o Céu, e o homem finito com o Deus infinito. Jesus, o Redentor do mundo, só podia guardar os mandamentos de Deus da mesma maneira que a humanidade pode guardá-los. ”Pelas quais nos têm sido doadas as Suas preciosas e mui grandes promessas para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo.” II Ped. 1:4.

            Precisamos seguir o exemplo de Cristo, tendo em mente Sua qualidade de Filho e Sua humanidade. Não foi como Deus que foi tentado no deserto, nem devia como Deus suportar as contradições dos pecadores contra Si mesmo. Foi a Majestade do Céu que Se tornou homem – humilhou-Se até nossa natureza humana. (Man. 1, 1892). Mensagens Escolhidas, Vol. 3, 140.

            ”Mas a todos quantos O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no Seu nome.” João 1:12. Este poder não está no instrumento humano. É o poder de Deus. Quando uma alma recebe a Cristo, recebe também o poder de viver a vida de Cristo. Parábolas de Jesus, 314.

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Maria e sua Crença no Salvador

 E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações. Lucas 2:34-35.

 

            Haveria um casamento em Caná da Galiléia. Os noivos eram parentes de José e Maria. Cristo sabia dessa reunião de família, e sabia que muitas pessoas influentes estariam ali; portanto, em companhia de Seus discípulos recém-agregados, dirigiu-Se a Caná. Logo que se soube que Jesus havia vindo para aquele lugar, foi enviado um convite especial para Ele e para os discípulos. Isso estava dentro de Seu propósito; portanto, Ele brindou a festa com sua presença.

            Ele estava separado de sua mãe já por um tempo considerável. Durante esse período, havia sido batizado por João e enfrentado as tentações no deserto. Havia chegado até Maria rumores a respeito de seu filho e de Seus sofrimentos. João, um dos novos discípulos, havia procurado Cristo e O havia encontrado em Sua humilhação, emaciado e com sinais de grande angústia física e mental. Jesus, não desejando que João testemunhasse Sua humilhação, havia de maneira gentil, mas firme, despedido-o de Sua presença. Ele desejava ficar sozinho; nenhum olho humano devia contemplar-Lhe a agonia, nenhum coração humano, simpatizar com Sua aflição.

            O discípulo havia procurado Maria em sua casa e relatado a ela os incidentes desse encontro com Jesus, bem como o evento de Seu batismo, quando a voz de Deus tinha sido ouvida em reconhecimento de Seu Filho, e o fato de que o profeta João havia apontado para Cristo, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” Durante trinta anos esta mulher havia entesourado evidências de que Jesus era o Filho de Deus, o prometido Salvador do mundo. José estava morto, e ela não tinha ninguém a quem confidenciar os pensamentos secretos de seu coração. Ela havia flutuado entre a esperança e as dúvidas que a deixavam perplexa, mas sempre sentindo, em maior ou menor grau, uma certeza de que seu filho era de fato o Salvador prometido. (Spirit of Prophecy, Vol. 2, págs. 99-100). Comentário Bíblico, Vol. 5, 1132.

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Meu Filho Amado

E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. Lucas 1:35.

E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo; Aí serão chamados filhos do Deus vivo. Romanos 9:26.

 

            E as palavras dirigidas a Jesus no Jordão: ”Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo”, abrangem a humanidade. Deus falou a Jesus como nosso representante. Com todos os nossos pecados e fraquezas, não somos rejeitados como indignos. Deus ”nos fez agradáveis a Si no Amado”. Efés. 1:6. A glória que repousou sobre Cristo é um penhor do amor de Deus para conosco. Indica-nos o poder da oração – como a voz humana pode chegar aos ouvidos de Deus, e nossas petições podem achar aceitação nas cortes celestiais. Em razão do pecado, a Terra foi separada do Céu e alienada de sua comunhão; mas Jesus a ligou novamente com a esfera da glória. Seu amor circundou o homem e atingiu o mais alto Céu. A luz que se projetou das portas abertas sobre a cabeça de nosso Salvador, incidirá sobre nós ao pedirmos auxílio para resistir à tentação. A voz que falou a Cristo, diz a todo crente: ”Este é Meu Filho amado, em quem Me comprazo”.

            ”Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele”. I João 3:2. Nosso Redentor abriu o caminho, de maneira que o mais pecador, necessitado, opresso e desprezado pode achar acesso ao Pai. Todos podem ter um lar nas mansões que Jesus foi preparar. ”Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre e ninguém fecha; e fecha e ninguém abre; … eis que diante de ti tenho posto uma porta aberta, e ninguém a pode fechar”. Apoc. 3:7 e 8. Desejado de Todas as Nações, 113.

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Jesus Chamava Deus de Pai para nos dar o Exemplo

[Deus falando para Davi acerca da encarnação de Cristo:] Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho. II Samuel 7:12-14.

[Deus diz acerca de Cristo:] Ele me chamará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação. Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra. Salmos 89:26-27.

 

            Para fortalecer-nos a confiança em Deus, Cristo nos ensina a dirigirmo-nos a Ele [Deus] por um nome novo, um nome enlaçado com as mais caras relações do coração humano. Concede-nos o privilégio de chamar o infinito Deus de nosso Pai. Este nome dito a Ele ou dEle, é um sinal de nosso amor e confiança para com Ele, e um penhor de Sua consideração e parentesco conosco. Pronunciado ao pedir Seu favor ou bênçãos, soa-Lhe aos ouvidos como música. Para que não julgássemos presunção invocá-Lo por este nome, repetiu-o muitas vezes. Deseja que nos familiarizemos com este trato.

            Deus nos considera filhos Seus. Redimiu-nos do mundo indiferente, e nos escolheu para tornar-nos membros da família real, filhos e filhas do celeste Rei. Parábolas de Jesus, 141-142.

            Tal concepção de Deus não foi jamais dada ao mundo por qualquer religião senão a da Bíblia. O paganismo ensina os homens a olharem para o Ser Supremo como objeto de temor em vez de amor – uma divindade maligna a ser apaziguada por sacrifícios, e não um Pai derramando sobre Seus filhos o dom do Seu amor. Maior Discurso de Cristo, 74.

            Aprendemos, mediante a cruz, que nosso Pai celeste nos ama com infinito amor, e nos atrai a Si com uma compaixão mais anelante que a de uma mãe por seu filho errante. (Review and Herald, 29 de abril de 1902). MM, 1962, Nossa Alta Vocação, 44.

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Cristo Conservará a Sua Natureza humana para Sempre

 Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei. Isaías 49:15-16.

 

            Cristo era Deus manifestado na carne, o mistério oculto dos séculos, e nossa aceitação ou rejeição do Salvador envolvem interesses eternos. (RH, 17 de novembro de 1891). Fundamentos da Educação Cristã, 179.

            Pela Sua vida e morte, Cristo operou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. Era o intuito de Satanás causar entre o homem e Deus uma eterna separação; em Cristo, porém, chegamos a ficar em mais íntima união com Ele do que se nunca houvéssemos pecado. Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. ”Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.” João 3:16. Não O deu somente para levar os nossos pecados e morrer em sacrifício por nós; deu-O à raça caída. Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana. Esse é o penhor de que Deus cumprirá Sua palavra.

            ”Um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; e o principado está sobre os Seus ombros.” Isa. 9:6. Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. É o ”Filho do homem”, que partilha do trono do Universo. É o ”Filho do homem”, cujo nome será ”Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz”. Isa. 9:6. O EU SOU é o Árbitro entre Deus e a humanidade, pondo a mão sobre ambos. Aquele que é ”santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores” (Heb. 7:26), ”não Se envergonha de nos chamar irmãos”. Heb 2:11. Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu Se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor. Desejado de Todas as Nações, 25-26.

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