choro

A Consolação dos Tristes

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. (Mateus 5:4).

Por essas palavras Cristo não ensina que o chorar em si mesmo tenha poder para remover a culpa do pecado. Não sanciona a suposta ou voluntária humildade. O choro a que Se refere, não consiste em melancolia e lamentação. Ao passo que nos afligimos por causa do pecado, cumpre-nos regozijar-nos no precioso privilégio de ser filhos de Deus.

Entristecemo-nos muitas vezes, porque nossas más ações nos trazem desagradáveis conseqüências; mas isso não é arrependimento. A verdadeira tristeza pelo pecado é o resultado da operação do Espírito Santo. Este revela a ingratidão da alma que menosprezou e ofendeu o Salvador, levando-nos contritos ao pé da cruz. Por todo pecado é Jesus novamente ferido; e ao olharmos Àquele a quem traspassamos, choramos as transgressões que Lhe trouxeram angústia. Tal pranto levará à renúncia do pecado.

Os mundanos talvez considerem esse choro uma fraqueza; mas é a força que liga o penitente ao Infinito com laços que se não podem romper. Mostra que os anjos de Deus estão outra vez trazendo à alma as graças perdidas mediante a dureza de coração e as transgressões. As lágrimas do penitente não são senão as gotas de chuva que precedem o sol da santidade. Esse sol prenuncia o regozijo que será uma viva fonte na alma. O Desejado de Todas as Nações, 300.

“Bem-aventurados os que choram [aqueles que são penitentes, submissos e se afligem por suas faltas e erros, porque o Espírito de Deus está entristecido], porque eles serão consolados.” Mateus 5:4. Testemunhos para a Igreja, Vol. 2, 631.

O pranto aqui apresentado é a sincera tristeza de coração pelo pecado. Jesus diz: ”E Eu, quando for levantado da Terra, todos atrairei a Mim.” João 12:32. E ao contemplarmos Jesus levantado sobre a cruz, discerniremos o estado pecaminoso da humanidade. Vemos que foi o pecado que açoitou e crucificou o Senhor da glória. Vemos que, ao passo que somos amados com indizível ternura, nossa vida tem sido uma contínua cena de ingratidão e rebelião. Esquecemos nosso melhor Amigo, e desprezamos o mais precioso dom deparado pelo Céu. O Maior Discurso de Cristo, 9.

Esse pranto será ”consolado”. Deus nos revela a culpa a fim de que nos possamos dirigir a Cristo, e por meio dEle sejamos libertados da servidão do pecado e nos regozijemos na liberdade dos filhos de Deus. Em verdadeira contrição podemos arrojar-nos ao pé da cruz, e ali depor o nosso fardo. Idem, 10.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2019, para o pôr-do-sol de 22 de fevereiro de 2019.

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