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A Parábola do Fariseu e o Publicano (Parte II)

Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. (Tiago 4:10).

O publicano entrou no templo juntamente com outros adoradores, mas, como se fosse indigno de tomar parte na devoção, apartou-se logo deles. ”Estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito”, em profunda angústia e aversão própria. Sentia que transgredira a lei de Deus e era pecador e poluído. Não podia esperar nem mesmo piedade dos circunstantes; porque todos o observavam com desprezo. Sabia que em si não tinha méritos para recomendá-lo a Deus, e em absoluto desespero, clamou: ”Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” Luc. 18:13. Não se comparou com outros.

Esmagado por um senso de culpa, estava como que só, na presença de Deus. Seu único desejo era alcançar paz e perdão; sua única súplica, a bênção de Deus. E foi abençoado. ”Digo-vos”, disse Cristo, ”que este desceu justificado para sua casa, e não aquele.” Luc. 18:14.

O fariseu e o publicano representam os dois grandes grupos em que se dividem os adoradores de Deus. Seus primeiros representantes encontram-se nos dois primeiros filhos nascidos neste mundo. Caim julgava-se justo, e foi a Deus com uma simples oferta de gratidão. Não fez confissão de pecado, nem reconheceu que carecia de misericórdia. Abel, porém, foi com o sangue que apontava ao Cordeiro de Deus. Foi como pecador que confessava estar perdido; sua única esperança era o imerecido amor de Deus. O Senhor Se agradou de seu sacrifício, mas de Caim e de sua oferta não Se agradou. A intuição de necessidade, o reconhecimento de nossa pobreza e pecado, é a primeira condição para sermos aceitos por Deus. ”Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus.” Mat. 5:3. Parábolas de Jesus, 151-152.

A oração do publicano foi ouvida porque denotava submissão, empenhando-se para apoderar-se da Onipotência. O próprio eu nada parecia ao publicano senão vergonha. Assim precisa ser considerado por todos os que buscam a Deus. Pela fé – fé que renuncia a toda confiança própria – precisa o necessitado suplicante apropriar-se do poder infinito. Parábolas de Jesus, 159.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2018, para o pôr-do-sol de 9 de fevereiro de 2018.

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