Reflexoes_2019

Excedendo a Justiça dos Fariseus

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus. (Mateus 5:20).

O profeta Oséias indicara o que constitui a própria essência do farisaísmo, nas palavras: ”Israel é uma videira estéril; dá fruto para si mesmo.” Osé. 10:1, Versão Trinitariana. […] Impossível é ao homem, de si mesmo, guardar essa lei; pois a natureza do homem é depravada, deformada, e inteiramente diversa do caráter de Deus. O Maior Discurso de Cristo, 54.

Os rabis consideravam sua justiça um passaporte para o Céu; mas Jesus declarou-a insuficiente e indigna. As cerimônias exteriores e um teórico conhecimento da verdade constituíam justiça farisaica. Os rabis pretendiam ser santos por meio de seus próprios esforços em guardar a lei; mas suas obras haviam divorciado a justiça da religião. Conquanto fossem extremamente escrupulosos nas observâncias rituais, sua vida era imoral e falsificada. Sua chamada justiça nunca poderia penetrar no reino do Céu. […]

Em toda experiência humana, o conhecimento teórico da verdade se tem demonstrado insuficiente para a salvação da alma. Não produz os frutos de justiça. Uma cuidadosa consideração pelo que é classificado verdade teológica, acompanha freqüentemente o ódio pela verdade genuína, segundo se manifesta na vida. Os mais tristes capítulos da História acham-se repletos do registro de crimes cometidos por fanáticos adeptos de religiões. Os fariseus pretendiam ser filhos de Abraão, e vangloriavam-se de possuir os oráculos de Deus; todavia, essas vantagens não os preservavam do egoísmo, da malignidade, da ganância e da mais baixa hipocrisia. Julgavam-se os maiores religiosos do mundo, mas sua chamada ortodoxia os levou a crucificar o Senhor da glória.

O mesmo perigo existe ainda. Muitos se têm na conta de cristãos, simplesmente porque concordam com certos dogmas teológicos. Não introduziram, porém, a verdade na vida prática. Não creram nela nem a amaram; não receberam, portanto, o poder e a graça que advêm mediante a santificação da verdade. Os homens podem professar fé na verdade; mas, se ela não os torna sinceros, bondosos, pacientes, dominados, tomando prazer nas coisas de cima, é uma maldição a seu possuidor e, por meio de sua influência, uma maldição ao mundo.

A justiça ensinada por Cristo é conformidade de coração e de vida com a revelada vontade de Deus. Os pecadores só se podem tornar justos, à medida que têm fé em Deus, e mantêm vital ligação com Ele. Então a verdadeira piedade lhes elevará os pensamentos e enobrecerá a vida. Então, as formas externas da religião se harmonizam com a interior pureza cristã. As cerimônias exigidas no serviço de Deus não são nesse caso ritos destituídos de sentido, como os dos fariseus hipócritas. O Desejado de Todas as Nações, 309-310.


Esta publicação está presente nas Reflexões Semanais 2019, para o pôr-do-sol de 9 de agosto de 2019.

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