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Oração do Senhor

E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. Lucas 11:1.

A oração do Senhor foi duas vezes dada por nosso Salvador – primeiro à multidão, no Sermão da Montanha, e outra vez, meses mais tarde, aos discípulos apenas. Por um breve período haviam eles estado ausentes de seu Senhor, quando, ao voltarem, O encontraram absorto em comunhão com Deus. Como despercebido de sua presença, Ele continuou a orar em voz alta. Um brilho celeste irradiava da face do Salvador. Parecia mesmo encontrar-Se na presença do Invisível. E havia um vivo poder em Suas palavras, o poder de alguém que fala com Deus.

O coração dos discípulos foi profundamente comovido enquanto eles escutavam. Tinham observado quão freqüentemente Jesus passava longas horas em solicitude, em comunhão com o Pai. Os dias, passava-os a servir às multidões que se comprimiam em torno dEle, e revelando os traiçoeiros sofismas dos rabis, e esse incessante labor deixava-O muitas vezes tão exausto que Sua mãe e Seus irmãos, e mesmo os discípulos, temiam que sacrificasse a vida. Ao volver, porém, das horas de oração que encerravam o cansativo dia, notavam-Lhe a expressão de paz na fisionomia, a sensação de refrigério que parecia desprender-se de Sua presença. Era de horas passadas com Deus que Ele saía, manhã após manhã, para levar aos homens a luz do Céu. Os discípulos haviam chegado a ligar essas horas de oração com o poder de Suas palavras e obras. Agora, ao escutar-Lhe as súplicas, sentiram o coração encher-se de respeito e humildade. Quando Ele acabou de orar, foi com certa convicção de sua profunda necessidade que exclamaram: ”Senhor, ensina-nos a orar.” Luc. 11:1. Maior Discurso de Cristo, 102.


21/02/22

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Pedras Vivas no Templo do Senhor

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27. 

            O templo judaico foi construído de pedras cortadas e alisadas, das montanhas; e cada pedra foi adaptada ao lugar que lhe era destinado no templo, cortada, polida e provada antes de ser levada a Jerusalém. E quando todas foram levadas ao local, o edifício foi formado sem som de machado ou martelo. Esse edifício representa o templo espiritual de Deus, composto de material reunido de toda nação e língua e povo, de todas as classes, altas e baixas, ricas e pobres, cultas e ignorantes. Essas não são substâncias mortas, a serem adaptadas com martelo e cinzel. São pedras vivas tiradas da pedreira do mundo pela verdade; e o grande Construtor-Mestre, o Senhor do templo, está agora cortando-as e polindo-as, e ajustando-as a seus respectivos lugares no templo espiritual. Quando completos, esse templo será perfeito em todas as partes, a admiração dos anjos e dos homens; pois seu artífice e construtor é Deus. Verdadeiramente, os que devem formar esse glorioso edifício são “chamados santos”. RH, 6/05/1884. MM, 2009, Jesus – Meu Modelo, 355.

               É possível que, para a formação de nosso caráter, muito trabalho seja ainda requerido e sejamos ainda pedra tosca que tem de ser burilada antes de poder preencher dignamente seu lugar no templo de Deus. Não devemos nos surpreender, pois, que, com o martelo e o cinzel, Deus Se ponha a desbastar as arestas para ocuparmos o lugar que nos destina. Ser humano algum pode efetuar essa obra. Só Deus a pode executar. E podemos estar certos de que nenhum golpe será dado em falso. Todos os Seus golpes são dados com amor, para a nossa felicidade perpétua. Ele conhece nossas fraquezas e trabalha para restaurar, não para destruir.

            Se surgem provações que parecem inexplicáveis, não devemos permitir que nossa paz nos seja roubada. Conquanto sejamos tratados injustamente, não demonstremos raiva. Alimentando o espírito de represália, prejudicamo-nos a nós mesmos. Destruímos nossa confiança em Deus e entristecemos o Espírito Santo. Ao nosso lado está uma Testemunha, um Mensageiro celestial, que levantará o estandarte contra o inimigo. Ele nos envolverá com os brilhantes raios do Sol da Justiça. Além disso, Satanás não pode penetrar. Não pode atravessar esse escudo de luz sagrada. (ST, 18/08/1909). MM, 2009, Jesus – Meu Modelo, 239.

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Selados e Cheios do Espírito

E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. Apocalipse 20:15.

            Quando um homem é cheio do Espírito, quanto mais severamente é provado, tanto mais claramente demonstra ser um representante de Cristo. A paz que existe no seu coração vê-se no semblante. As palavras e atos expressam o amor do Salvador. … Há renúncia do próprio eu. O nome de Cristo é escrito em tudo quanto é dito e feito.

            Podemos falar das bênçãos do Espírito Santo, mas a menos que nos preparemos a nós mesmos para recebê-Lo, que aproveitam as nossas obras? Estamos nós nos esforçando com todo o nosso poder para atingir a estatura de homens e mulheres em Cristo? Estamos buscando Sua plenitude, avançando sempre para o alvo que nos é proposto – a perfeição de Seu caráter? Quando o povo do Senhor atingir a esse objetivo, serão selados em suas testas. Cheios do Espírito, serão completos em Cristo, e o anjo relator declarará: ”Está consumado”. João 19:30. (Review and Herald, 10 de junho de 1902). MM, 1962, Nossa Alta Vocação, 148.

            Os que vencem o mundo, a carne e o diabo, serão os agraciados que receberão o selo do Deus vivo. Aqueles cujas mãos não são limpas, cujo coração não é puro, não terá o selo do Deus vivo. Os que planejam pecado e o praticam, serão omitidos. Somente os que, em sua atitude diante de Deus, desempenham a parte dos que se arrependem e confessam os pecados no grande dia antitípico da expiação, serão reconhecidos e assinalados como dignos da proteção de Deus. O nome dos que firmemente aguardam, e esperam o aparecimento do Salvador e por ele velam – mais ardorosa e ansiosamente do que os que esperam pela manhã – será contado como dos selados. Aqueles que, embora tendo toda a luz da verdade a lhes brilhar sobre a alma, e devendo ter obras correspondentes a sua profissão de fé, ainda assim são atraídos pelo pecado, construindo ídolos em seu coração, corrompendo sua alma diante de Deus, e contaminando aqueles que com eles se unem no pecado, terão seus nomes apagados do livro da vida, e serão deixados nas trevas da meia-noite, sem óleo nos vasos nem nas lâmpadas. ”Mas para vós que temeis o Meu nome nascerá o Sol da Justiça e salvação trará debaixo das Suas asas.” Mal. 4:2. Testemunhos para Ministros, 445.

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Transformação de Caráter: Prova de Conversão

Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Gálatas 5:22.

             Pode alguém não ser capaz de dizer exatamente a ocasião ou lugar de sua conversão, nem seguir toda a cadeia de circunstâncias no seu processo; mas isto não prova que essa pessoa não seja convertida. Cristo disse a Nicodemos: ”O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” João 3:8. Como o vento, que é invisível, mas cujos efeitos se podem claramente ver e sentir, assim é o Espírito de Deus em Sua obra no coração humano. Essa virtude regeneradora que nenhum olho humano pode ver, gera na alma uma vida nova; cria um novo ser, à imagem de Deus. Conquanto a obra do Espírito seja silenciosa e imperceptível, seus efeitos são manifestos. Se o coração foi renovado pelo Espírito de Deus, a vida dará testemunho desse fato. Se bem que nada possamos fazer para mudar o coração ou pôr-nos em harmonia com Deus; se bem que não devamos absolutamente confiar em nós mesmos ou em nossas boas obras, nossa vida revelará se a graça de Deus está habitando em nós. Ver-se-á mudança no caráter, nos hábitos e atividades. Será claro e positivo o contraste entre o que foram e o que são. O caráter se revela, não por boas ou más ações ocasionais, mas pela tendência das palavras e atos costumeiros. Caminho a Cristo, 53.

            Conquanto não possamos ver o Espírito de Deus, sabemos que os homens que estão mortos em ofensas e pecados ficam convencidos e convertidos sob Sua atuação. O irrefletido e desgarrado torna-se sério. O empedernido arrepende-se de seus pecados, e o incrédulo crê. O jogador, o bêbado, o licencioso, tornam-se ajuizados, sóbrios e puros. O rebelde e obstinado torna-se manso e semelhante a Cristo. Ao vermos essas modificações no caráter, podemos ter a certeza de que o poder divino de conversão transformou o homem todo. (Review and Herald, 5 de maio de 1896). Evangelismo, 288.

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O Único Remédio para o Pecador

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Jeremias 17:9.

O pecado é a herança dos filhos. O pecado os separou de Deus. Jesus deu Sua vida para poder unir com Deus os elos partidos. Com relação ao primeiro Adão, os homens nada receberam dele senão a culpa e a sentença de morte. (Carta 68, 1899). Orientação da Criança, 475.

Um dos efeitos deploráveis da apostasia original foi a perda de poder do homem para governar seu próprio coração. (Carta 10, 1888). Manuscript Releases, Vol. 8, pág. 208.

O coração do homem é, por natureza, frio, escuro e desagradável; sempre que alguém manifeste espírito de misericórdia e perdão, fá-lo, não de si mesmo, mas mediante a influência do divino Espírito a mover-lhe o coração. Maior Discurso de Cristo, 21-22.                           

Nós somos pecaminosos por natureza, e temos uma obra a fazer para purificar o templo da alma de toda impureza. Review and Herald, 27 de maio de 1884.

Não nos achegaremos ao Senhor para que Ele nos possa salvar de toda intemperança no comer e beber, de toda paixão profana, concupiscente, toda impiedade? Não nos humilharemos perante Deus, afastando de nós tudo quanto corrompe a carne e o espírito, para que, em Seu temor, aperfeiçoemos a santidade do caráter? (7 TI 258). Temperança, 22.

Cristo é o ”Príncipe da Paz” (Isa. 9:6), e é Sua missão restituir à Terra e ao Céu a paz que o pecado arrebatou. ”Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” Rom. 5:1. Todo aquele que consente em renunciar ao pecado, e abre o coração ao amor de Cristo, torna-se participante dessa paz celestial.

Não há outra base de paz senão essa. A graça de Cristo, recebida no coração, subjuga a inimizade; afasta a contenda, e enche o coração de amor. Aquele que se acha em paz com Deus e seus semelhantes, não se pode tornar infeliz. Em seu coração não se achará a inveja; ruins suspeitas aí não encontrarão guarida; o ódio não pode existir. O coração que se encontra em harmonia com Deus partilha da paz do Céu, e difundirá ao redor de si sua bendita influência. O espírito de paz repousará qual orvalho sobre os corações desgostosos e turbados pelos conflitos mundanos. Maior Discurso de Cristo, 22-23.

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